<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Cerimonial - Eliane Ubillus &#187; Artigos</title>
	<atom:link href="http://www.elianeubillus.com/noticias/category/artigos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.elianeubillus.com/noticias</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Mar 2010 01:37:14 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Considerações sobre a Bandeira do MERCOSUL</title>
		<link>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/consideracoes-sobre-a-bandeira-do-mercosul/</link>
		<comments>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/consideracoes-sobre-a-bandeira-do-mercosul/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 15:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane Ubillus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.elianeubillus.com/noticias/?p=117</guid>
		<description><![CDATA[


 



Considerações sobre a Bandeira do MERCOSUL
 A Bandeira do MERCOSUL foi hasteada pela primeira vez no Brasil em 9 de julho de 2004 quando nosso país assumiu a presidência pelos 6 meses regulamentares. De um lado é escrita em português MERCOSUL e do outro em espanhol, MERCOSUR . Pudemos verificar isso na bandeira hasteada no Itamaraty, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Considerações sobre a Bandeira do MERCOSUL</strong></p>
<p> A Bandeira do MERCOSUL foi hasteada pela primeira vez no Brasil em 9 de julho de 2004 quando nosso país assumiu a presidência pelos 6 meses regulamentares. De um lado é escrita em português MERCOSUL e do outro em espanhol, MERCOSUR . Pudemos verificar isso na bandeira hasteada no Itamaraty, em Brasília.</p>
<p>A Lei 12 157, de 23 de dezembro de 2009,  modificou o artigo 13 da Lei 5700,  e passou a ser obrigatório  o hasteamento da bandeira do MERCOSUL junto a Bandeira Brasileira nos lugares citados no artigo.</p>
<p>Até a data em que escrevemos este artigo, não foi recomendada nem regulamentada e precedencia desta bandeira que, na nossa ótica, poderá ser de duas formas:  ter a segunda precedência (quando colocada logo após a do Brasil) ou ocupar a quarta precedência no caso de quatro bandeiras, (inclusive a do MERCOSUL) como é usado na Espanha, com a bandeira da União Européia. </p>
<p> 1ª opção: 3- Estado 1 Brasil   -  2 MERCOSUL -  4 Município</p>
<p>2ª opção :  3Município -  1 Brasil  -  2Estado  - 4MERCOSUL</p>
<p>Nossa preferência é pela segunda opção já que a bandeira do MERCOSUL representa uma organização. Neste caso, a precedência seria como a de uma entidade. 1º Brasil, 2º Estado, 3º Município e 4º MERCOSUL.</p>
<p>O colega Fredolino David tem a mesma opinião e nos enviou um e-mail que diz:<strong> </strong></p>
<p>“Enquanto não for regulamentada, sou de opinião seguir os parâmetros internacionais, ou seja, depois das unidades da Federação. Conforme o artigo 18, bem como inúmeras outras citações da Constituição Federal, são unidades da República Federativa do Brasil, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios”.</p>
<p>A liguagem cênica, quanto à disposição de bandeiras com este critério de precedência estaria dizendo-nos: Somos o Brasil, estamos no Estado&#8230;., no município&#8230;..e pertencemos à organização &#8220;MERCOSUL&#8221;.</p>
<p>Nos eventos da organização, teria a primeira precedência.</p>
<p>  Lembramos aos colegas que o artigo 13 não obriga o uso da Bandeira Brasleira em todas as situações portanto, a do MERCOSUL seguirá o mesmo procedimento.</p>
<p>       Art. 13.  Hasteia-se diariamente a Bandeira Nacional e a do Mercosul:                                 </p>
<p>        I &#8211; No Palácio da Presidência da República e na residência do Presidente da República;</p>
<p>        II &#8211; Nos edifícios-sede dos Ministérios;</p>
<p>        III &#8211; Nas Casas do Congresso Nacional;</p>
<p>        IV &#8211; No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores, nos Tribunais Federais de Recursos e nos Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; <a href="http://www.presidencia.gov.br/ccivil_03/Leis/L5812.htm#art13iv">(Redação dada pela Lei nº 5.812, de 13.10.1972)</a></p>
<p>        V &#8211; Nos edifícios-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário dos Estados, Territórios e Distrito Federal;</p>
<p>        VI &#8211; Nas Prefeituras e Câmaras Municipais;</p>
<p>        VII &#8211; Nas repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa de fronteira;</p>
<p>        VIII &#8211; Nas Missões Diplomáticas, Delegações junto a Organismo Internacionais e Repartições Consulares de carreira, respeitados os usos locais dos países em que tiverem sede.</p>
<p>        IX &#8211; Nas unidades da Marinha Mercante, de acordo com as Leis e Regulamentos da navegação, polícia naval e praxes internacionais.</p>
<p><strong>Comentando:</strong></p>
<p>             Na  Europa, a Bandeira da União Européia é vista com bastante frequencia. Esta lingagem cênica, de certa maneira fortalece, ou pelo menos tenta trasmitir, a união daqueles países. Acreditamos que por aqui também possamos seguir o exemplo, não por simples imitação mas reconhecendo que o uso do vexilo, representativo de uma organização, é uma prática que vem de muitos anos nas mais diversas civilizações.</p>
<p>              Discutir se a Lei deve ser respeitada também não é nosso propósito corforme o artigo do Mesa-redonda 7, do colega Hugo de Faria Almeida, nós cerimonialistas devemos  cumprir o que nos é apresentado na forma da Lei, de Decretos, regulamentos regimentos, assentos etc.</p>
<p>Dentro do contexto do aparecimento da lei, nos sentimos no direito de comentar sobre alguns aspetos. Confome comentário do cerimonialista Luis Fernando Ribeiro Soutelo, houve um grande equívoco quando os legisladores aprovaram o Projeto que deu origem à Lei 12 157, que modificou o artigo 13 da Lei 5700, já  que esta última, regulamenta os Simbolos Nacionais Brasileiros e a Bandeira do MERCOSUL não é um Símbolo Nacional Brasileiro portanto não deveria estar no mesmo regulamento. A União Européia, não obriga ninguém a usar sua bandeira. Apenas existe a recomendação, de parte da Comissão Européia, que a bandeira fosse usada nas fronteiras exteriores e nos edifícios das intituiçoes da UE e que os Estados membros façam hasteá-la, nos edifícos públicos, em lugar especial, fora da ordenação de bandeiras oficiais, nos dias 25 de março, ( aniversário da assinatura do Tratado de Roma) 9 de maio, Dia da Europa, bem como nos atos da entidade. Como diz Carlos Fuente (Protocolo para Eventos, p.280), “Em definitivo a União Européia dá liberdade aos países sobre o uso da sua bandeira”. </p>
<p>              Nos perguntamos: Porque os membros do CNCP não foram consultados para, como técnicos e estudiosos sobre vexilologia, pudessemos opinar? Afinal somos mais de 2000 filiados que trabalhamos pelo país inteiro&#8230; O projeto, que data de 2004, depois de amplamente discutido, foi aprovado de um momento para outro. É interessante recordar que no ano de 2008, o parlamentar do Mercosul, Adolfo Rodriguez Saá, Senador da República Argentina, enviou um Projeto de Normas aos seus pares, que indicava este procedimento de uso.            </p>
<p><em>              </em><em>Página 3:</em></p>
<p><em>2 – Resumen del Proyecto (RI-PM, artículo 95, inciso 3): el proyecto persigue la adopción de una Decisión del Consejo del Mercado Común tendiente, por un lado, a la utilización de la bandera de MERCOSUR, prevista en la Decisión nº 17/02, en tres hipotesis distintas:</em></p>
<p><em>En los edificios públicos</em></p>
<p><em>Durante los actos públicos, y</em></p>
<p><em>En los establecimientos educativos estatales y privados.</em></p>
<p><em>Asimismo, el proyecto persigue establecer el uso obligatorio de la bandera de los Estados Partes por los órganos del MERCOSUR en sus respectivas sedes y en aquellas en las cuales decidan realizar alguna reunión.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Página 5:</em></p>
<p><em>EL CONSEJO DEL MERCADO COMÚN DECIDE:</em></p>
<p><em>Art 1 -  Los Estados Partes adoptarán todas las medidas necesarias para garantizar la utilización de la bandera del MERCOSUR, aprobada por la Decisión 17/02, en los edificios público ubicados en sus respectivos territorios, o en los territorios n los cuales ejercen su jurisdicción o su potestad de imperio, juntamente con el uso de los símbolos patrios.</em></p>
<p>            Talvez seja em razão do documento, ora apresentado, que houve tanto empenho,  para aprovaçãode parte do autor do projeto de Lei 3246/04,  o Deputado Federal Dr. Rosinha, (Paraná) que também é parlamentar do MERCOSUL.</p>
<p>                         A precedência das bandeiras dos países membros do MERCOSUL, nas reuniões da organização é em ordem alfabética, com a primeira precedência de acordo a presidência, e em seguida o país da próxima letra.</p>
<p>Comemora-se o Dia do MERCOSUL a 26 de março, data da assinatura do Tratado de Assunção.</p>
<p>São considerados Estados Membros: Argentina (1991), Brasil (1991), Paraguai (1991), Uruguai (1991) e Venezuela (2006). Este último, país ainda aguarda aprovação total.</p>
<p>Estados Associados: Bolívia (1996), Chile (1996), Peru (2003), Colômbia (2004), Equador (2004).</p>
<p>Estado observador: México.</p>
<p> Caso deseje enviar comentário, o e-mail de contato é: <a href="mailto:ubillus@terra.com.br">ubillus@terra.com.br</a></p>
<hr size="1" /> </p>
<p><a href="http://www.cncp.org.br/"></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/consideracoes-sobre-a-bandeira-do-mercosul/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Matéria publicada no Jornal Valeparaibano em 9 de setembro de 2009</title>
		<link>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/materia-publicada-no-jornal-valeparaibano-em-9-de-setembro-de-2009/</link>
		<comments>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/materia-publicada-no-jornal-valeparaibano-em-9-de-setembro-de-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 23:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane Ubillus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.elianeubillus.com/noticias/?p=99</guid>
		<description><![CDATA[ JORNAL VALEPARAIBANO
Quarta-feira, 09 de Setembro de 2009
 Artigo Cerimonial é coisa séria &#8211; Eliane Ubillús

No cerimonial de hoje não há tempo para deslumbres. O cerimonialista, além de ter que estar preparado intelectualmente e dominar pelo menos um idioma a mais que o seu, deverá ter o raciocínio rápido e um perfeito equilíbrio emocional para poder preparar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"> JORNAL VALEPARAIBANO</p>
<p align="left">Quarta-feira, 09 de Setembro de 2009</p>
<p align="left"> Artigo <strong>Cerimonial é coisa séria</strong> &#8211; Eliane Ubillús</p>
<ul>
<li><a href="http://www.valeparaibano.com.br/jornal/valeparaibano/vp00140/vp00140Integra.jsp?origem=TemplateInicial&amp;Template=17&amp;Chamada=1">No cerimonial de hoje não há tempo para deslumbres. O cerimonialista, além de ter que estar preparado intelectualmente e dominar pelo menos um </a>idioma a mais que o seu, deverá ter o raciocínio rápido e um perfeito equilíbrio emocional para poder preparar e conduzir um ato. Ser absolutamente discreto, responsável e tolerante é condição indispensável. Outro ponto, de expressiva atenção, é cuidar da saúde e ter significativo preparo físico, já que passamos horas seguidas de pé. Durante o trabalho, jamais temos direito a demonstrar o que sentimos. Dores, tristezas, angústias, problemas pessoais e financeiros são para depois do trabalho. Seguidas vezes deixamos de comer algo que gostamos muito porque aquele alimento poderá causar mal estar; em outras, sequer comeremos porque simplesmente, não nos sobra tempo. Para uma impecável conduta profissional, o cerimonialista deve buscar saber e conhecer tudo. Mais que possuir uma formação cultural sólida deve ter conhecimentos sobre comidas nacionais e internacionais, bebidas e coquetéis (que muitas vezes são representativos de uma região ou de um país), estar em dia com as notícias de última hora, com o câmbio do dia, com a situação política nacional e internacional, enfim terá que saber de tudo ainda que jamais necessite de algumas informações, porém deve tê-las na memória.
<p>Buscar a excelência profissional é o princípio. Honrar questões, relacionadas com a deontologia, é um dever. Não é necessário que exista um código de ética para ler todos os dias. Isto deve estar intrínseco em cada um de nós. A urbanidade, o saber estar e circular não valerão nada se não houver ética.</p>
<p>O grande &#8220;fantasma&#8221; do cerimonial é a precedência. Esta precedência, tão necessária em todos os aspectos do cerimonial, sinaliza o respeito de acordo com a importância das pessoas, das bandeiras, dos brasões, dos hinos, etc.</p>
<p>Nunca podemos esquecer de que, por trás da boa imagem de uma autoridade, de um evento social, de uma empresa, de uma cidade ou de um país há sempre, nos bastidores, um anônimo que é o cerimonialista e este deve primar pela ética, sabedoria, competência, lealdade, respeito e dignidade.</p>
<p>Não se cria um cerimonialista da noite para o dia. Para trabalhar na atividade temos que estudar, pesquisar, participar de congressos sobre o tema e ainda trocar idéias com os mestres no assunto. Lamentavelmente, no Brasil, ainda não há uma escola de cerimonial, mas o Comitê Nacional do Cerimonial Público, preocupado com a questão, está trabalhando neste sentido.</p>
<p>Há 15 anos, trabalhando no Codivap, 11 dos quais, como voluntária, aprendi muito. A multiculturalidade existente, ainda que dentro de uma só região, tem gerado momentos e vivências das mais interessantes. Este aprendizado agregou expressivo valor a minha bagagem cultural cerimonialística. Levar o nome do Codivap, de forma positiva, para os jornais da Europa e também de países da América do Sul e do Norte é motivo de orgulho. O nosso Vale do Paraíba está presente em todos os cantos do mundo não apenas pela grandiosidade de sua indústria e pela beleza de suas paisagens, mas também através do cerimonial do Codivap.</p>
<p>A presença do nosso Vale é mais forte ainda quando, num dos vôos pela Europa, entro num avião da Embraer. É uma sensação indescritível e emocionante! O sucesso é de todos nós!</li>
</ul>
<p align="left">
<p>Eliane Ubillús é Chefe do Cerimonial do Codivap, vice-presidente da Organización Internacional de Ceremonial y Protocolo e do Comitê Nacional do Cerimonial Público</p>
<input style="width: 581px; height: 22px;" size="74" type="text" value="http://www.valeparaibano.com.br/jornal/valeparaibano/vp00140/vp00140Integra.jsp?origem=TemplateInicial&amp;Template=17&amp;Chamada=1&amp;codEdicao=09092009" />
<p align="left">
<input type="text" value=" Cerimonial é coisa séria" />
<input type="text" />
<input type="text" value="http://www.valeparaibano.com.br/jornal/valeparaibano/vp00140/vp00140Integra.jsp?origem=TemplateInicial&amp;Template=17&amp;Chamada=1&amp;codEdicao=09092009" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/materia-publicada-no-jornal-valeparaibano-em-9-de-setembro-de-2009/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Macau &#8211; um legado de culturalidade</title>
		<link>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/macau-um-legado-de-culturalidade/</link>
		<comments>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/macau-um-legado-de-culturalidade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 17:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane Ubillus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.elianeubillus.com/noticias/?p=43</guid>
		<description><![CDATA[Por: Isabel Amaral
Presidente da Associação Portuguesa de Estudos de                Protocolo
Quando                  soube que este congresso versaria sobre os desafios da multiculturalidade,    [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Isabel Amaral<br />
Presidente da Associação Portuguesa de Estudos de                Protocolo</p>
<p align="justify">Quando                  soube que este congresso versaria sobre os desafios da multiculturalidade,                  pensei logo no território chinês de Macau, região                  multifacetada onde durante quase cinco séculos se celebrou                  o encontro entre duas grandes civilizações e onde,                  ainda hoje, se manifestam as marcas harmoniosas desse encontro                  numa sociedade singular, alicerçada em valores humanistas                  e com uma história de convivência entre povos, religiões                  e filosofias de vida, sem paralelo no mundo</p>
<p align="justify">A                  identidade de Macau, criada ao longo dos últimos quinhentos                  anos, é diferente de regiões vizinhas, por ter conseguido                  uma fusão do Oriente e do Ocidente diferente da que foi                  imposta, durante menos tempo, pelos ingleses em Hong-Kong. Ou                  da cultura existente no Sul da China, que se manteve fechada à                  influência do Ocidente e permanece igual ao que era alguns                  séculos atrás.</p>
<p align="justify">Macau                  conseguiu criar, ao longo de mais de 450 anos, um espírito                  de respeito mútuo e tolerância que gerou uma convivência                  em perfeito pé de igualdade entre a comunidade macaense,                  a comunidade chinesa e a comunidade portuguesa. Assim se explica                  ter sido a primeira experiência de democracia representativa                  no Oriente, ou ter conseguido manter uma economia de mercado,                  ou ter fomentado a liberdade religiosa, com igrejas católicas                  e protestantes a funcionar ao lado de templos budistas e taoistas,                  entre outros, ou ainda o facto de, em Janeiro de 1996, com a entrada                  em vigor novo código penal, ter sido consagrada a proibição                  da pena de morte, que é punição comum na                  China.</p>
<p align="justify">Actualmente,                  Macau é uma Região Administrativa Especial da República                  Popular da China e, de acordo com a vontade da sua população                  e dos seus líderes, mantém características                  sociais e económicas próprias segundo o princípio                  &#8220;um país, dois sistemas&#8221; estabelecido na Lei                  Básica da Região Administrativa Especial de Macau                  da República Popular da China(*).</p>
<p align="justify">(*)                  “A fim de salvaguardar a unidade nacional e a integridade                  territorial, bem como favorecer a estabilidade social e o desenvolvimento                  económico de Macau, tendo em conta o seu passado e as suas                  realidades, a República Popular da China decide, ao voltar                  a assumir o exercício da soberania sobre Macau, criar a                  Região Administrativa Especial de Macau de acordo com as                  disposições do artigo 31.º da Constituição                  da República Popular da China e que, de harmonia com o                  princípio «um país, dois sistemas»,                  não se aplicam em Macau o sistema e as políticas                  socialistas. “ (LBRAEM)</p>
<p align="justify">Mas                  quando me lembrei de falar de Macau, pensei que, tendo sido sempre                  uma porta importante para os contactos entre o ocidente e o oriente,                  a Região Administrativa Especial de Macau tem uma área                  de apenas 27,3 km², à dimensão de um bairro                  de Lisboa mas com uma das mais altas densidades populacionais                  do mundo. Macau é de facto um ponto minúsculo no                  mapa, que pouca gente conhece ou sabe onde fica, mas que neste                  momento é uma base de penetração comercial                  no Sul da China, mercado que subitamente se transformou no centro                  das atenções mundiais.</p>
<p align="justify">
Antecedentes históricos</p>
<p align="justify">Antes                  da chegada dos portugueses, a península de Macau era habitada                  por pescadores vindos das províncias de Fukien e Cantão.                  A palavra chinesa para Macau (&#8220;Ou Mun&#8221;) significa literalmente                  &#8220;A Porta da Baía&#8221;. Porém, a palavra portuguesa                  para Macau parece estar relacionada com o culto à deusa                  &#8220;Á-Má&#8221; que é venerada em todo o                  sul da China. Existe um templo que lhe é dedicado, à                  entrada do Porto Interior de Macau. Com a construção                  deste templo, o local passou a ser conhecido por &#8220;Á-Má-Gao&#8221;                  (Porto de Á-Má) de onde muito possivelmente deriva                  a palavra Macau.</p>
<p align="justify">Apesar                  de já frequentarem os mares do sul da China desde 1513,                  os portugueses só chegaram a Macau entre 1554 e 1557. Aqui                  estabelecidos, usaram o território como entreposto comercial,                  criando vários pontos de trocas, e transformando a península                  do delta do Rio das Pérolas numa base lucrativa para o                  comércio entre a China, o Japão e a Europa, ao longo                  de séculos.</p>
<p>Macau foi também escolhido para centro religioso onde os                  missionários se preparavam para difundir a fé cristã                  e as ciências ocidentais no Extremo Oriente. É disso                  um bom exemplo o famoso Colégio de S. Paulo, da Companhia                  de Jesus, que foi fundado no século XVI e é considerado                  pelos historiadores como a primeira universidade, ou estabelecimento                  de ensino superior, da Ásia Oriental. As suas ruínas                  são um verdadeiro ex libris daquela que se chamou a «Cidade                  do Santo Nome de Deus de Macau».</p>
<p align="justify">Os                  jesuítas, que aí ensinavam, tiveram de aprender                  a língua, os costumes e a cultura chinesa, além                  de outras culturas orientais. Mas os chineses que ingressavam                  no colégio também tinham de aprender latim e estudar                  a cultura ocidental, assim contribuindo para o diálogo                  inter-civilizacional, que é desde sempre uma das características                  de Macau.</p>
<p align="justify">Os                  portugueses introduziram no Oriente as armas mas, também,                  a física, a medicina, a arquitectura, a música e                  as artes ocidentais, e levaram de volta para o Ocidente a filosofia,                  a medicina, o chá, a porcelana, os trabalhos de laca, a                  pintura e outros elementos da cultura chinesa.</p>
<p align="justify">Se                  a presença portuguesa em Macau sempre foi consentida pelos                  chineses, a verdade é que a soberania de Portugal só                  foi oficialmente reconhecida pelo governo chinês em 1887.                  No tratado então assinado em Pequim, a China confirmava                  a «ocupação perpétua» do território                  com governo português. Logo a seguir à revolução                  portuguesa de 1974, o estatuto de Macau sofreu alterações                  e em 1979, quando foram reatadas as relações diplomáticas                  com a República Popular da China, Macau mudou de estatuto                  passando a ser considerado território chinês sob                  administração portuguesa.</p>
<p align="justify">As                  negociações sobre o futuro de Macau começaram                  em 1986 e, em 13 de Abril de 1987, Portugal e a China chegaram                  a um acordo, a Declaração Conjunta sobre a Questão                  de Macau, onde se afirmava que o Governo da República Popular                  da China voltaria a exercer a soberania sobre o território                  em 20 de Dezembro de 1999.</p>
<p align="justify">Cerimónia                  da transferência de poderes</p>
<p align="justify">Foram                  necessários vários anos, muita diplomacia, apurados                  preparativos e ensaios meticulosos para gizar e organizar a cerimónia                  que marcou a transferência de poderes de Portugal para a                  China. Cerca de duas centenas de profissionais da comunicação                  social do mundo inteiro fizeram a cobertura noticiosa do acontecimento                  que foi transmitido em directo para todo o mundo.</p>
<p align="justify">Ao                  longo desse dia 19 de Dezembro de 1999, sucederam-se os actos                  e cerimónias que assinalaram esta transferência de                  poderes. O mais marcante, do meu ponto de vista, teve lugar no                  Palácio da Praia Grande, sede do governo português,                  com o arriar da bandeira de Portugal. As imagens tiveram ampla                  cobertura e profunda repercussão, graças à                  utilização de uma linguagem cénica apurada                  e carregada de simbolismo. O cerimonial, a música e o cenário                  fizeram verter uma sentida lágrima a todos os patriotas                  que assistiram, ao vivo ou pela televisão, aos últimos                  momentos do ondear da bandeira portuguesa naquele território:                  fomos os primeiros a chegar e os últimos a partir.</p>
<p align="justify">A                  cerimónia oficial de transferência de poderes de                  Portugal para a China também foi breve e carregada de simbolismo.                  Houve uma preocupação de simetria, quase ao milímetro                  e de sincronia, quase ao segundo, no desenrolar da cerimónia                  que se realizou num pavilhão especialmente construído                  para o efeito, a que foi dado o nome de Pavilhão Provisório                  da Cerimónia de Transferência.</p>
<p align="justify">Dentro                  do pavilhão havia lugar sentado para os cerca de 2.500                  convidados, incluindo ministros de Negócios Estrangeiros                  de mais de 60 países, cerca de 30 representantes de organizações                  internacionais e outras personalidades. Tudo correu segundo o                  programa pré estabelecido e o único imprevisto foi                  a chuva que encharcou o longo tapete vermelho que dava acesso                  ao Pavilhão.</p>
<p align="justify">No                  fundo do pavilhão estava a tribuna central, com dois púlpitos                  e quatro mastros para bandeiras. À direita de quem observava,                  ficava o sector português e, à esquerda, o sector                  chinês. Na parede por trás da tribuna viam-se as                  duas bandeiras, a de Portugal e a da República Popular                  da China, marcando cada sector e colocadas à mesma distância                  do centro. Os púlpitos eram identificados pelos respectivos                  escudos nacionais(*).</p>
<p align="justify">(*)                  O escudo é apenas um dos elementos que compõem um                  brasão de armas. Nos termos do Art.º 137º da                  Constituição da República Popular da China                  o emblema nacional é constituído pela bandeira nacional,                  Tian&#8217;anmen, uma roda dentada e espigas de trigo e de arroz. O                  escudo Português não é considerado pela Constituição                  como um símbolo nacional, e pode ser usado em emblemas                  oficiais, moedas, selos, etc.</p>
<p align="justify">
<p>Quando os convidados começaram a entrar no pavilhão,                  já estavam hasteadas a bandeira de Portugal e a de Macau,                  ou melhor dizendo, a bandeira do Leal Senado, representando a                  administração portuguesa do território. Os                  dois mastros centrais de cada lado do palco tinham cerca de meio                  metro mais de altura do que os laterais. Estes mastros eram muito                  sofisticados: apesar de a cerimónia ocorrer no interior,                  havia um sistema de ar dentro dos mastros que fazia ondular as                  bandeiras quando estavam no topo, tornando-as mais visíveis                  e contribuindo para a simbologia da cerimónia.</p>
<p align="justify">Programa                  da cerimónia</p>
<p align="justify">Os                  mais altos representantes da República Popular da China                  e de Portugal tomaram assento na tribuna central. A cerimóniae                  começou com a intervenção do Presidente da                  República Portuguesa.</p>
<p align="justify">Procedeu-se                  depois à transferência de poderes, com a entrada                  de três elementos fardados das Forças Armadas de                  cada país. Os militares portugueses entraram sem nada nas                  mãos mas os chineses (escolhidos a dedo no norte da China                  para serem da mesma altura e mais altos do que a maioria dos chineses                  presentes na cerimónia) carregavam a bandeira da República                  Popular da China. Em seguida entraram três elementos das                  forças policiais de cada país, novamente com os                  chineses a carregarem uma bandeira, a da Região Administrativa                  de Macau.</p>
<p align="justify">Minutos                  antes da meia-noite, ouviu-se o hino nacional português(*)                  enquanto a bandeira nacional e a do Leal Senado de Macau eram                  arriadas ao mesmo tempo. Em seguida, à meia-noite em ponto                  do dia 19 de Dezembro de 1999, cessou a Administração                  de Portugal no Território de Macau, e às zero horas                  do dia 20 de Dezembro de 1999, o regresso de Macau à China                  foi assinalado pelos primeiros acordes do respectivo hino nacional(**),                  enquanto as bandeiras da República Popular da China e da                  Região Administrativa Especial de Macau eram içadas                  lentamente.</p>
<p align="justify">(*)                  Nos termos do Artigo 11º da Constituição da                  República o Hino Nacional é “A Portuguesa”,                  composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça                  e música de Alfredo Keil, O hino é composto por                  três partes,mas apenas a primeira parte é usada em                  cerimónias oficiais, sendo as outras duas partes praticamente                  desconhecidas.<br />
(**)Apesar de não existir um Hino Nacional                  chinês oficialmente aprovado existe regulamentação                  própria para a sua execução bem como para                  a sua protecção. Até à aprovação                  do Hino Nacional, é usada “ A Marcha dos Voluntários”                  que foi criada durante a revolução de 1949.</p>
<p align="justify">
Seguiu-se o discurso do Presidente da República Popular                  da China. No fim, as bandeiras portuguesas foram dobradas e levadas                  para fora do palco pelos elementos das forças armadas,                  com a mesma formalidade com que as outras bandeiras tinham entrado                  no pavilhão. Mas desta vez, foram os portugueses os portadores                  das bandeiras arriadas.</p>
<p align="justify">A                  cerimónia tinha sido orquestrada ao segundo e a actuação                  de elementos das Guardas de Honra dos dois países e bandas                  militares que começara às 23:42 do dia 19 de Dezembro                  de 1999, terminou às 00:17 horas do dia 20 de Dezembro                  de 1999 (para não prejudicar a simetria houve necessidade                  de prolongar por uns segundos os acordes do hino chinês                  para que tivesse a mesma duração do hino português…).</p>
<p align="justify">No                  final da cerimónia os dois Chefes de Estado cumprimentaram-se                  com um aperto de mão e, após as despedidas da praxe,                  as autoridades abandonaram o pavilhão. Durante a madrugada                  de 20 de Dezembro de 1999, com início à 01:45, no                  Fórum de Macau, procedeu-se à Cerimónia da                  Criação da Região Administrativa Especial                  de Macau perante 3500 convidados. Como dizia uma das personagens                  de Os Maias, de Eça de Queirós, «tudo passa,                  menos a China».</p>
<p>XII CONCEP –                Natal-RN- Brasil<br />
26-28 de Outubro de 2005</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/macau-um-legado-de-culturalidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Palestra aparesentada durante o II Congreso Paraguayo de Ceremonial y Protocolo no dia 28 de julho de 2005, em Asunción</title>
		<link>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/palestra-aparesentada-durante-o-ii-congreso-paraguayo-de-ceremonial-y-protocolo-no-dia-28-de-julho-de-2005-em-asuncion/</link>
		<comments>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/palestra-aparesentada-durante-o-ii-congreso-paraguayo-de-ceremonial-y-protocolo-no-dia-28-de-julho-de-2005-em-asuncion/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 16:59:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane Ubillus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.elianeubillus.com/noticias/?p=41</guid>
		<description><![CDATA[El                Ceremonial en los Municipios
Eliane Ubillús
Ceremonial                  es el lenguaje mas completo para disciplinar la convivencia humana        [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>El                Ceremonial en los Municipios</p>
<p align="right">Eliane Ubillús</p>
<p align="justify">Ceremonial                  es el lenguaje mas completo para disciplinar la convivencia humana                  sea por el aspecto formal o informal, en donde utilizamos las                  normas de protocolo, rituales civilidad y etiqueta, unidas a la                  creatividad, a través del lenguaje escénico, respetando                  sobremanera las tradiciones de los pueblos.</p>
<p align="justify">No                  importa cual sea la definición, sabemos que Ceremonial                  hace parte de nuestras vidas de las formas mas variadas: en los                  nacimientos, en los bautizos, en las graduaciones, en los noviados,                  en los matrimonios, en los aniversarios, en las celebraciones                  con motivos los mas variados, y también en especial, en                  el día a día de las autoridades gubernamentales                  en todos los tipos de régimen de gobierno. Se hace presente                  también de forma expresiva en las empresas privadas, en                  las fuerzas armadas, en eventos deportivos, religiones y principalmente                  en los medios diplomáticos.</p>
<p align="justify">Hace                  algún tiempo que el ceremonial dejó de ser emergencial                  para ser institucional.<br />
Lo que antes era privilegio apenas de las presidencias de gobiernos                  o de los estados, provincias / departamentos, actualmente es una                  realidad en los municipios, empresas, aeropuertos, iglesias, ministerios                  etc., pues en su gran mayoría ya cuentan con su equipo                  de ceremonial.<br />
Algunos políticos no se dan cuenta de la importancia del                  ceremonial en la administración municipal pero la mayoría                  ya tiene conciencia de que es imprescindible.<br />
Como instrumento de comunicación, el ceremonial es un medio                  eficaz en el cuidado con la imagen de una autoridad, de una ciudad,                  de un estado y de un país.<br />
Somos responsables por todos los detalles, y en eso se incluye                  los trajes que usan las autoridades, las recepciones en la intendencia                  / municipalidad, ceremonias de las mas diversas incluso desayunos,                  almuerzos y cenas en las residencias de nuestros jefes.</p>
<p align="justify">Trajes,                  precedencias y otros<br />
En las grandes ciudades es más común que los alcaldes                  usen ropas formales pero, en el interior, muchas veces es una                  verdadera “batalla” conseguir que se vistan con este                  tipo de ropa. La eterna charla de que “Aquí somos                  muy simples” o algo así nos lleva a tener un asunto                  a más para administrar, porque ni siempre ellos pueden                  vestir traje informal, aunque en la actualidad se note el uso                  de los trajes informales en muchos países. Esta preocupación                  hay que tener también con la primera dama o con el marido                  de la alcaldesa. En cuanto a las recepciones con comidas, además                  de tenernos la responsabilidad de escoger el menú, siempre                  debemos estar atentos a las precedencias. Mismo que en las municipalidades                  /intendencias se trabaje apenas con el ceremonial público/                  oficial, no nos escapa tener que hacer algún día                  un matrimonio de un alcalde o un bautizo de uno de sus hijos.                  Eso es ceremonial social, lo que a algunos de nuestros colegas                  no les gusta trabajar, pero da igual pues quedará a nuestro                  cargo.</p>
<p>Administrando problemas<br />
Otra cuestión muy especial es que el ceremonialista administra                  con mucho más sensibilidad las relaciones entre las autoridades                  y la población o mismo con los diversos segmentos de empleados                  del municipio. Cuando hay situaciones conflictivas como una “rebelión”                  de los basureros o huelga del transporte público, el equipo                  de ceremonial por cierto sabrá manejar eficazmente el asunto                  de cómo invitarlos para una conversación o como                  recibirlos. La primera actitud es tratarlos tan bien como si fueran                  autoridades. Luego, no dejarlos esperando por mucho tiempo a la                  autoridad con quien desean hablar. Servir café, agua o                  algo que sea hábito en el municipio es otro detalle importante.</p>
<p align="justify">Reglamentos,                  leyes y precedencias<br />
Nosotros los ceremonialistas no inventamos reglamentos, ni tampoco                  creamos las leyes. Apenas las conocemos porque es la base de nuestra                  actividad y las usamos para que exista respeto entre las personas,                  con los símbolos nacionales, con los vehículos cuando                  en situación protocolaria etc. El principio de la física                  se hace presente de manera significativa en el ceremonial: “Dos                  cuerpos no ocupan el mismo espacio”, así que cada                  uno debe de estar en su lugar. En ese sentido los ceremonialistas                  también administran las vanidades y no son raras las veces                  que alguien quiere pasar por delante de otro pensando que nos                  puede engañar.</p>
<p align="justify">Equipo                  de Ceremonial<br />
Cuando un municipio NO tiene un departamento ó directoria                  de ceremonial la plasticidad y la exactitud de los eventos por                  cierto estará comprometida.<br />
Un buen equipo de ceremonial cambia por completo la imagen de                  una administración y el resultado final, es mayor credibilidad,                  más poder político y consecuentemente mas fuerza                  administrativa. Un evento mal sucedido demuestra falta de organización                  de todo el gobierno.<br />
Hay alcaldes que en su gabinete tienen como prioridad el servicio                  del ceremonial. Para que este trabajo tenga un buen desarrollo                  existen ítems que deberán ser observados con rigor.<br />
De nada servirá tener profesionales altamente calificados                  si a ellos no les dan infra-estructura básica. A seguir                  presentamos sugerencia del cuadro de personal.</p>
<p>Jefe o Director de Ceremonial<br />
Sub-Jefe o Sub-Director de Ceremonial<br />
Maestro o locutor de Ceremonias<br />
Asistentes (todos deben tener conocimientos básicos de                  informática)<br />
Técnico de informática (para elaboración                  de invitaciones, mapas de localización de los eventos,                  tarjetas etc.)<br />
Calígrafos (que pueden ser contratados según la                  necesidad)<br />
Chóferes / Conductores (que usen trajes adecuados a su                  trabajo)</p>
<p align="justify">En                  busca de la perfección<br />
No hay que olvidarse que debemos buscar el error cero y que hasta                  la falta de luz en una ceremonia, muchas veces difícil                  prever, es cierto que la “culpa” será del equipo                  de ceremonial. Calidad total es nuestra eterna meta. No tenemos                  el derecho de errar.<br />
Como decía el lema del Segundo Congreso Paraguayo de Ceremonial                  y Protocolo: “Buscando la excelencia profesional”</p>
<p align="justify">
Nuevos escenarios<br />
La busca incesante por nuevos escenarios siempre acrecentará                  algunos puntos a toda ceremonia. Una simple firma de convenio                  quedará más interesante si usamos un bello jardín                  como local para el evento. Las cenas y almuerzos pueden salir                  de los restaurantes y perfectamente se “ubicaren”                  en un museo cercado de historias por todos los lados, en la Casa                  de Cultura que tiene obras de arte maravillosas o en un campo                  con árboles centenarios o especies raras. Usar los colores                  correctos para aquel momento, la decoración exacta, y esmerarse                  en los detalles es indispensable. Ni todo evento puede tener una                  decoración con los colores de la bandera del municipio                  porque parecería uniformado y no habría mucha diferencia                  entre un evento y otro. El cambio de colores de un acto a otro                  despertará en los invitados mas interés en participar                  de los eventos entretanto, es de buen tono que las cintas de inauguración                  sean preparadas con los colores de la ciudad. Cuando no hay para                  comprar y no podemos encargar a una fabrica es muy fácil                  pegar las cintas una sobre la otra.</p>
<p align="justify">Flores<br />
Cuando usamos flores en la decoración debemos escoger algo                  que esté de acuerdo con el evento. Flores muy nobles para                  eventos simples no deben de ser usadas. La decoración es                  como el remedio, o sea, debe ser usada en la dosis exacta. El                  exceso ni siempre es señal de requinte. Muchas de las veces                  podrá parecer ostentación y eso es un paso para                  ser transformado en comentarios negativos por parte de los invitados                  o de la imprenta sobre gastos indebidos.<br />
Cierta vez fue invitada a una reunión en donde había                  arreglos florales desde la entrada y en todo el pasillo en forma                  de columnas con flores blancas y rosadas. Al adentrar al salón,                  las flores estaban sobre las mesas en pequeños adornos,                  dispuestos a cada metro. En los cantos más columnas…La                  verdad es que me sentía en una fiesta de matrimonio y no                  en una reunión de trabajo de una empresa. Lo que debía                  ser bello acaba tornándose ridículo.</p>
<p align="justify">Música<br />
La utilización de la música es otro detalle que                  no puede faltar, pero mucho cuidado al seleccionar el repertorio,                  pues un error y todo viene abajo. El motivo de la ceremonia, la                  edad de las personas y el local en donde se realiza el acto nos                  conducirá a la escoja correcta. En un teatro del siglo                  18, con estilo barroco al menos que haya un espectáculo                  de rock, jamás pondremos este tipo de música para                  la ceremonia. Lo mismo que en una inauguración de una plaza                  que lleve el nombre de una persona joven, no debemos usar músicas                  barrocas, cantos gregorianos o algo semejante. Hay que saber distinguir                  con cuidado todo lo que se va a usar en cada ceremonia, y en especial                  la música que es algo que mueve rápidamente con                  la emoción de las personas.</p>
<p>Símbolos Municipales<br />
Debemos tener cuidado con el uso de los símbolos del municipio                  no dejando que la marca de la administración aparezca más                  que el escudo oficial o la bandera de la ciudad.<br />
Para toda folleteria, adhesivos en los autos, banners, etc deberá                  ser evaluado el uso de los SIMBOLOS.</p>
<p align="justify">Banderas<br />
Mismo que haya la policía municipal o algo semejante el                  ceremonial acaba siendo el responsable por comprar las banderas                  internas y externas, los mástiles, y todo material necesario                  para este fin. Atención con la calidad. Banderas muy en                  cuenta no son bordadas (en el caso de tener el escudo) y eso llevará                  a tener que cambiarlas muy pronto. El tamaño de la bandera                  casi siempre tiene reglamento. No puede ser apenas un rectángulo                  cualquier y eso también debe ser observado si está                  correcto. Además, muchas veces tenemos que cuidar de la                  precedencia en que son usadas y cuando estén en mal estado                  de conservación mandarlas para la cremación. La                  atención a las banderas no quiere decir que tengamos que                  izarlas a las 8h y bajarlas a las 18h, pues siempre habrá                  alguien responsable por esta tarea pero a diario tenemos que cuidar                  si están con las precedencias correctas. En los días                  de luto oficial también es el ceremonial que se ocupará                  de comunicar a quien de derecho a partir de cuando y el numero                  de días que se quedarán las banderas a media hasta.</p>
<p align="justify">
Condiciones climáticas y los eventos<br />
Hay que conocer las condiciones del tiempo con antecedencia. Si                  un evento es al aire libre debemos estar preparados para cambiarlo                  de local a cualquier momento o adecuar previamente aquel local                  elegido para que no pasemos por una eventual contrariedad a lo                  que imaginamos. Con el avanzo de los equipos de informática                  hoy podemos saber que temperatura iremos tener en los próximos                  10 días. Existen varios sitios sobre el asunto y el que                  mas visito es el http://br.weather.com<br />
Con precisión podrán saber el tiempo en todo el                  mundo, y eso sirve también para mantener el alcalde / intendente                  informado, en caso que vaya a viajar, sobre las temperaturas de                  las ciudades por donde visitará. Eso ayuda en la logística                  de los eventos y en el arreglo de las maletas.</p>
<p align="justify">Equipo                  en la oficina<br />
Mesas para que cada una tenga la suya con su respectiva silla<br />
Sillones o sillas para que tomen asiento las personas a quienes                  recibimos<br />
Computadora con grabadora de disket, de CD y lector de DVD, que                  tenga programas Adobe Acrobat Reader, Power Point, Corel 12, Windows                  Media Player, y las fuentes de las letras Shelley Andante, Shelley                  Volante y Shelley Alegro que son las letras del tipo manuscrito.<br />
Internet con alta velocidad / dirección electrónica                  personalizada del ceremonial<br />
Impresora de alta calidad, (para que con el apuro la invitaciones                  puedan ser hechas en la misma oficina)<br />
Scanner</p>
<p align="justify">Sugerencia                  de material para logística<br />
Nominatas (son las tarjetas con los nombres de las personas más                  importantes, sus cargos y forma de tratamiento.<br />
Papeles tipo A4 y sobres de buena calidad para oficios y correspondencias                  en general 120gr.<br />
Papeles y sobres para invitaciones hechas de última hora                  &#8211; Vergé / Opalina / 180gr. y 240gr.<br />
Tarjetas de mensajes c/ sobres tamaño aproximado de 10&#215;15cm<br />
Tarjeta de visitas para el alcalde y equipo de ceremonial</p>
<p align="justify">Paraguas                  grandes<br />
Banderas internas y externas<br />
Mástiles c/ soportes / Lanzas<br />
Paños de placas en varios tamaños<br />
Atril<br />
Vasos para uso en la mesas de reuniones / Porta vasos de loza                  o cristal<br />
Manteles de varios colores y tamaños en tela gruesa<br />
Bandejas / paños para bandejas<br />
Servicio de café y té completo en loza de buena                  calidad para atender a las reuniones internas y pequeñas                  visitas.<br />
Ceniceros<br />
Bolígrafos de buena calidad para la firma de contratos                  e convenios<br />
Rota folios<br />
Data show / y pantalla<br />
Palcos de diversos tamaños con 30cm de alto x 1.50m x 1m<br />
Celulares<br />
Rádios inter comunicadores<br />
Prismas para las mesas de reuniones<br />
Autos</p>
<p align="justify">Kit                  “Primeros Socorros”<br />
Libro o fotocopia del decreto o ley de precedencia<br />
Remedios para dolor de cabeza / fiebre / mala digestión                  / diarrea / Isordil sub-lingual<br />
Tijera<br />
Ban-daid<br />
Absorbente higiénico femenino<br />
Estuche con agujero, hilos de colores diversos, botones, alfileres                  etc.<br />
Esponja para limpiar zapatos<br />
Pañuelito de papel<br />
Caramelos refrescantes<br />
Alcohol y trapos limpios<br />
Agenda telefónica (Alcaldes / intendentes siempre piden                  el numero del teléfono de alguien cuando están en                  una ceremonia o también nosotros mismos podremos tener                  alguna urgencia)<br />
Medias finas en el tamaño de la primera dama y del equipo                  femenino de ceremonial</p>
<p align="justify">Deben                  ser preparados<br />
Mailing list con todos los nombres, cargos, direcciones, e-mails                  de todas las autoridades municipales, estaduales o provinciales,                  y del gobierno federal.<br />
Mailing list con nombres, cargos, direcciones y e-mail de algunas                  celebridades locales<br />
Mailing list de los invitados del alcalde (amigos, compañeros                  de partido, familia etc.)<br />
Archivo de fotos de los eventos<br />
Archivo de invitaciones enviadas<br />
Archivo de anotaciones con fechas, nombre de los eventos y el                  traje que usó la primera dama.<br />
Archivo con el menú que fue servido en cada evento, con                  fecha y lista de invitados presentes.</p>
<p align="justify">Libro                  de Visitas<br />
Es un libro en donde quedan perpetuados las firmas y mensajes                  de visitantes o invitados a un determinado evento. Muchas veces                  tiene la capa de cuero, con letras grabadas en dorado. Generalmente                  está escrito &#8211; Libro de Visitas, a quienes pertenece y                  la fecha de inauguración del libro. Tiene cerca de 500                  hojas.<br />
La primera página debe de ser abierta con letras hechas                  por calígrafa/o, con el nombre del primero evento y la                  fecha.<br />
El uso de este libro será por ocasión de fechas                  importantes como el aniversario de la ciudad, o del alcalde, un                  visitante ilustre, un evento especial, o una fecha expresiva del                  país.</p>
<p>Ceremonias mas comunes en el Municipio<br />
Toma de posición, Inauguraciones, Piedra Fundamental<br />
Firma de convenios<br />
Visitas Gubernamentales y no Gubernamentales<br />
Conferencia / Rueda de prensa<br />
Desfiles cívicos (Independencia del país/ aniversario                  de la ciudad)</p>
<p align="justify">
Eventualmente<br />
Presentación de Libros<br />
Congresos<br />
Jornadas (internas o externas)<br />
Luto oficial<br />
Eventos culturales (Festivales de cine, música, folclore)<br />
Eventos deportivos (Juegos municipales, Regionales, Campeonato                  de Fútbol)<br />
Día de la ciudad, día de la bandera, de los niños,                  de los profesores etc.<br />
Fiestas Navideñas para el pueblo y las privadas entre funcionarios)</p>
<p align="justify">Comentarios<br />
Cada evento tiene las características propias del local.                  Las toma de posesión, inauguraciones, desfiles cívicos,                  y otros, siguen reglas o regimientos protocolarios pero nada impide                  que hayan aspectos novedosos.<br />
Las secuencias de actos deben ser creadas siguiendo una lógica                  que proporcione facilidad de comunicación. Cada acto tiene                  un sentido pedagógico. No importa si la cinta será                  cortada antes o después de los discursos. Indispensable                  es respetar las precedencias y no fallar en los seguimientos comunes                  a cada ceremonia. Todo tiene una razón. Las ceremonias                  no son encuentros informales. Mismo las más simples tienen                  que seguir una cierta formalidad.<br />
El ceremonialista debe conocer un poco de cada tipo de ceremonial,                  para que siempre le salga todo perfecto, aunque caminemos para                  las especialidades que tiene nuestra actividad.<br />
Los congresos en general vienen de afuera. Es común que                  el alcalde de apoyo y eso quiere decir que acabamos nosotros haciendo                  todo el ceremonial pero no son raras las veces que la organización                  de este tipo de evento acabe por entero en nuestras manos.<br />
De acuerdo al evento, si el alcalde va para la ceremonia de apertura,                  nosotros usando de la ética, debemos “fiscalizar”                  el ceremonial (cuando no es hecho por nosotros) para cuidar de                  la precedencia de nuestra autoridad (no apenas en donde va a sentar                  pero sobre el momento que va hablar) y atenderlo personalmente                  pasándole las nominatas, contestando a su celular, anotando                  recados etc.<br />
Las conferencias o ruedas de prensa deben ser preparadas por el                  equipo de comunicación pero toda la logística es                  de nuestra responsabilidad. Hoy se usa mucho invitar a los periodistas                  a tomar desayuno o para un lonche por la tarde, ocasión                  en que acontecen las preguntas.<br />
El luto oficial no llega a ser un evento pero hay que dar atención                  como si así fuera. Debemos manejar desde el decreto hasta                  la comunicación a todos para que pongan las banderas a                  media hasta y conforme la gravedad preparar la distribución                  de cintas negras para con alfileres para que todos usen en la                  ropa. Si el luto es por fallecimiento del gobernante allí                  si pasa a ser un gran evento, que necesitará casi todo                  lo que es común a la organización de eventos pero                  con una dificultad: Es de una hora a otra. No hay tiempo para                  planear.<br />
Las visitas muchas veces duran días y otras duran apenas                  horas. Para las dos debemos prever el hospedaje. Mismo que un                  visitante se quede apenas unas horas pude ser que desee tomar                  un baño, o que tenga que descansar una hora, o apenas cambiar                  de ropa. No hay que olvidarse que a todas las visitas debemos                  ofrecerles hotel. Es de responsabilidad del municipio recibir                  en el aeropuerto, hospedarlos y alimentarlos. Los traslados locales                  están inclusos en las responsabilidades de quien recibe                  y también llevar al aeropuerto cuando del regreso. En el                  caso de que vayan a otro municipio debemos llevarlos hasta el                  local en auto o medio de transporte que sea hábito.</p>
<p align="justify">Placas<br />
Las placas pueden ser por motivo de inauguración, ceremonia                  de piedra fundamental, de marco de una visita, de revitalización                  de una plaza o edificio, etc.<br />
En general ellas contienen por lo menos el nombre de que se está                  inaugurando, y la fecha. Otras tienen nombre de una autoridad                  que fue especialmente para aquel momento, y todavía otras                  tienen además de eso, el nombre de las mayores autoridades                  de acuerdo a su respectiva precedencia.<br />
A lo largo de estos años de experiencia, algo que siempre                  llama la atención y hace un enorme suceso es la entrega                  de la réplica de placa en tamaño pequeño                  que a la familia de la persona homenajeada. Es siempre una emoción                  el momento de este acto. La placa puede ser 10 x 15 o 15 x 20,                  y viene en estuche de terciopelo. Su precio es insignificante                  comparado al efecto.</p>
<p>Decreto o ley de precedencia<br />
Tener siempre a la mano, no apenas en el estante de libros. Este                  es un instrumento de trabajo muy precioso.</p>
<p align="justify">Invitaciones<br />
Deben de ser creadas por el ceremonial y grabadas en Corel o Word                  (o programa semejante) para luego mandar por Internet o llevarlas                  a la grafica o bureau de impresión para que sean impresas.<br />
Hay unas que como ya comentamos pueden ser hechas en la oficina.                  En general son las en numero pequeño.<br />
Toda invitación debe ser en papel de buena calidad de gramaje                  180gr o 240gr.<br />
Los sobres deben coincidir con la invitación tanto en el                  gramaje como el color<br />
Toda y cualquier invitación debe constar: Quien invita,                  para que invita, a que horas, en que lugar, y el traje; en el                  sobre va el nombre del invitado.<br />
Si las invitaciones son formales: Quien invita, el nombre del                  invitado en caligrafía, a que horas, en que lugar, el traje                  y RSVP para confirmaciones. El en sobre el nombre del invitado                  también va escrito por calígrafo/a.</p>
<p>Conociendo los gustos y problemas del (de la) jefe<br />
Fumador: hay que tener a la mano siempre un cenicero<br />
Alérgico: cuidar para que esté lejos de lo que le                  causa alergia, inclusive alimentación.<br />
Gusto por caramelos o chocolates: Dejar próximo o tener                  en el bolsillo para ofrecerle o en caso de que el / ella pida.</p>
<p align="justify">La                  Primera Dama o esposo<br />
Hablemos del más común que es la Primera Dama pero                  todo lo que esté a seguir vale para los dos: Primera dama                  o esposo de la Alcaldesa.<br />
Primera dama no es cargo, es condición o posición                  social, pero es aconsejable tener muy buenas relaciones con ella                  porque podrá ayudar en mucho para con nuestro trabajo.<br />
Ella no debe de ir a todos los eventos. Apenas debe participar                  de los que exijan su presencia y en todo debe ser discreta. Jamás                  debe participar apenas porque es la esposa del alcalde, pero igualmente                  jamás podrá recusarse a acompañarlo cuando                  sea necesario.<br />
En el auto el asiento detrás a la derecha es de la persona                  de primera precedencia, por lo tanto del Alcalde.<br />
En un almuerzo o cena formal no será de buen tono que la                  primera dama no acompañe el alcalde. Esta es una situación                  social en donde su presencia es imprescindible.</p>
<p align="justify">Seguridad<br />
En las grandes ciudades es común tener a un cuerpo de seguridad                  en las municipalidades / intendencias, pero en las pequeñas                  ciudades eso es raro. Los profesionales de seguridad ayudan mucho                  a los de ceremonial. Cuando no hay cuerpo de seguridad todo es                  más difícil para nosotros. Tenemos que prever caminos,                  tiempo de traslados, en los eventos marcar y reservar local para                  estacionar los autos de las autoridades principales, y una serie                  de otras providencias que es común a los de seguridad.</p>
<p align="justify">
Equipo de Comunicación / Prensa<br />
Son tan indispensables como el de ceremonial. Trabajamos muy próximos.                  Son ellos que muchas veces nos solicitan crear un evento para                  reverter una situación político-administrativa delicada.                  También nos quitan la responsabilidad de atender a los                  periodistas además son ellos que saben mucho mejor divulgar                  las informaciones.<br />
En algunos casos hay un vocero, pero en la mayoría de las                  veces son apenas periodistas, fotógrafos, cine grafistas</p>
<p align="justify">Galería                  de Alcaldes / Intendentes<br />
Casi siempre es de la responsabilidad del ceremonial por necesitar                  que se cuide de las precedencias. Estas ceremonias entran en el                  grupo de las inauguraciones. Son muy importantes por el lado político,                  pero en la misma proporción delicadas en razón de                  la mezcla de partidos que son invitados. Muchos son enemigos políticos                  así que este momento es perfecto para intentar amenizar                  los ánimos ya que vamos a juntarlos todos alrededor de                  un mismo motivo.</p>
<p align="justify">El                  ceremonial<br />
El mundo del ceremonial es fascinante para quien se dedica con                  alma a su trabajo. No importa si estamos en una ciudad pequeñita                  o en una capital; lo más importante es que los actos sean                  hechos con rectitud, responsabilidad, creatividad y sobre todo                  dedicación.<br />
Muchas veces, en una pequeña ciudad de interior encontramos                  profesionales de ceremonial más competentes que muchos                  de las grandes ciudades. No duden que aprendemos a cada día,                  mismo con los colegas que están bien lejos de las capitales.                  El valor está en cada uno de nosotros.</p>
<p align="justify">Finalizando,                  dejo a ustedes una reflexión que fue creada en Aguascalientes                  – México, por el Profesor Nelson Speers, Presidente                  de Honor de la OICP, conocido en Brasil como el Papa del Ceremonial                  Brasilero:</p>
<p align="justify">“Todo                  hombre debe tener su espacio psico-emocional respetado bien como                  tiene el deber de respetar el del otro. El camino es el CEREMONIAL.<br />
La finalidad es la armonía y la Paz universal”.</p>
<p align="justify">Muchas Gracias</p>
<p>Eliane Ubillús</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/palestra-aparesentada-durante-o-ii-congreso-paraguayo-de-ceremonial-y-protocolo-no-dia-28-de-julho-de-2005-em-asuncion/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PERFIL DO CERIMONIALISTA BRASILEIRO</title>
		<link>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/perfil-do-cerimonialista-brasileiro/</link>
		<comments>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/perfil-do-cerimonialista-brasileiro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 16:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane Ubillus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.elianeubillus.com/noticias/?p=39</guid>
		<description><![CDATA[Ao analisarmos o tema, nos deparamos não com um, mas com                  vários perfis de cerimonialistas, neste grande país                  repleto de costumes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Ao analisarmos o tema, nos deparamos não com um, mas com                  vários perfis de cerimonialistas, neste grande país                  repleto de costumes diferentes. O perfil do cerimonialista é                  algo muito amplo e complexo.</p>
<p style="text-align: center;">Há alguns anos, pensava-se que esta                  atividade poderia ser exercida apenas por diplomatas.<br />
Anos depois, a necessidade das autoridades de menor precedência,                  porém igualmente autoridades, que tinham que ter seus Chefes                  de Cerimonial mas não podiam se dar ao luxo de ter a um                  diplomata no cargo, nos levou a ter mais oportunidades de emprego                  na área.</p>
<p style="text-align: center;">Temos colegas das mais variadas profissões                  e em conseqüência, os mais variados perfis.</p>
<p style="text-align: center;">Um advogado, não pensa como um arquiteto;                  um professor não tem a mesma conduta de um RRPP; um jornalista                  não conduz as coisas como um artista plástico, porém                  todos igualmente exercem a atividade de ceremonialista.</p>
<p style="text-align: center;">O Professor Nelson Speers, “Pioneiro                  Emérito do Cerimonial Brasileiro”, “Premio                  Internacional de Protocolo”, “Presidente de Honra                  da Organización Internacional de Ceremonial y Protocolo                  &#8211; OICP”, diz que no Brasil somos todos autodidatas, talvez                  porque ele tenha sido, já que em nosso país não                  há cursos completos de cerimonial porém a grande                  maioria dos cerimonialistas brasileiros não pode ser assim                  considerada porque muitos de nós fizemos cursos com o Professor                  Nelson.</p>
<p style="text-align: center;">Os que não fizeram diretamente,                  o fizeram com seus alunos, e os demais, pelo menos, leram seus                  livros.<br />
Sendo ele um autêntico autodidata, por seu intermédio                  chegamos a conhecer opiniões de autores conhecidos internacionalmente,                  entre eles o Embaixador Jorge Blanco Villalta, a quem anos depois                  tive a honra de conhecer e de ser por ele presenteada com um de                  seus livros.</p>
<p style="text-align: center;">Existem também outros autores brasileiros,                  que têm excelentes obras como o Embaixador Augusto Estellita                  Lins, e os colegas Marcílio Reinaux, Maria Iris Teixeira                  de Freitas, Jack Correa, Flavio Benedicto Viana e vários                  outros que contribuem para a formação dos nossos                  cerimonialistas, mas ainda assim é grande a carência                  de publicações e nestas se incluem as estrangeiras,                  traduzidas ou não para o português.</p>
<p style="text-align: center;">Diante do exposto, nos remetemos ao princípio                  de nossas palavras quando dizíamos que no Brasil temos                  vários perfis de cerimonialistas.</p>
<p style="text-align: center;">Atualmente, muitos dos cerimonialistas                  brasileiros são membros do Comitê Nacional do Cerimonial                  Público. Alguns, (os fundadores) há mais de 10 anos,                  outros a menos tempo, e não podemos deixar de ressaltar                  que o CNCP nos abriu as portas para uma convivência extremamente                  saudável entre os colegas cerimonialistas durante os 11                  congressos nacionais de cerimonial público e de mais um                  incontável número de jornadas, encontros, e seminários                  sobre as mais variadas especialidades, todos realizados pelo Comitê..</p>
<p style="text-align: center;">Esta proximidade nos levou a aperfeiçoar                  e a harmonizar consideravelmente a conduta de trabalho do cerimonial                  brasileiro, já que o convívio possibilita a troca                  de experiências mas temos que seguir admitindo que mesmo                  assim, seguem os muitos perfis de cerimonialistas . Um país                  de dimensões continentais, com 5 regiões completamente                  diferentes, nos leva a ter posturas sócio-culturais e econômicas                  igualmente diferentes.</p>
<p style="text-align: center;">O idioma, (com sotaques tão diferentes),                  a alimentação, os trajes, (em função                  da variedade de climas), os costumes, o trânsito, os diferentes                  fusos horários e muitos outros aspectos levam a que o cerimonialista                  não apenas tenha mas aplique perfis diferentes no desenvolvimento                  do seu trabalho.</p>
<p style="text-align: center;">Muitas das diferenças ocorrem pela                  oportunidade que os cerimonialistas tiveram no que se refere a                  educação e muitas outras são por não                  se interessam em buscar o saber por intermédio de cursos                  e pesquisas.</p>
<p style="text-align: center;">Há os que têm pouca ou nenhuma                  oportunidade à mão, porque vivem em lugares muito                  distantes porém buscam por meio da Internet ou de livros                  a forma de melhorar seus conhecimentos. A estes colegas…                  o nosso aplauso!</p>
<p style="text-align: center;">Através do site do CNCP –                  www.cncp.org.br recebemos perguntas e consultas de todas partes                  que são respondidas gratuitamente. Isto auxilia muito no                  dia a dia do cerimonialista que não dispõe de uma                  biblioteca nem de um colega experiente por perto.</p>
<p style="text-align: center;">Alguns acham que nunca necessitarão                  de conhecimento mais profundo já que estão nos cargos                  por puro nepotismo e os 4 anos que estiverem trabalhando em cerimonial                  durante o mandato de um determinado político logo passarão.</p>
<p style="text-align: center;">Neste ponto, muitas autoridades são                  as responsáveis por esta forma de pensamento pois nomeiam                  a um amigo para o cargo a fim de atender a compromissos políticos                  e como este tipo de autoridade quase sempre não conhece                  o assunto, para desculpar os erros muito freqüentes, se intitulam                  pessoas muito simples que não querem nada de cerimonial                  nem tampouco de etiqueta. Não entendem que as ações                  do cerimonial, conduzidas por um profissional competente, podem                  construir positivamente sua imagem pessoal e também da                  entidade que administra.</p>
<p style="text-align: center;">Por outro lado, e digo isso com imensa                  alegria, os cerimonialistas com boa qualificação                  que podem ser considerados verdadeiros profissionais já                  é bem grande e vem aumentando consideravelmente a cada                  dia.</p>
<p style="text-align: center;">Sabemos que o perfil de um profissional                  se forma principalmente através da sua intelectualidade.                  Não esqueçamos de que em cerimonial devemos estar                  atentos não apenas a leis, formas, normas, costumes, heráldica                  , vexilologia, mas também a um sentimento muito especial                  que é o emocional das pessoas.</p>
<p style="text-align: center;">Para tanto, devemos conhecer muito bem                  não apenas como fazer mas porque fazer daquela maneira                  para termos mais condições de argumentar e de sermos                  compreendidos nos momentos que somos questionados em relação                  a uma determinada conduta de trabalho. Se não dominamos                  o assunto tudo será mais difícil, e muitas vezes                  mesmo que estejamos corretos, passaremos por errados. Só                  atingiremos esta postura firme e gozaremos de um alto poder de                  convencimento de que estamos certos por “N” razões,                  se conhecermos as bases do porque é assim.</p>
<p style="text-align: center;">O grande “fantasma” do cerimonial                  é sempre a precedência. Esta precedência que                  se faz presente em todos os aspectos do cerimonial e que sinaliza                  o respeito de acordo com a importância das pessoas, também                  está intrinsecamente ligado a um sentimento muito especial                  que é a vaidade.</p>
<p style="text-align: center;">Neste caso, o cerimonialista terá                  que conhecer não apenas as leis e tudo o que se relaciona                  com o cerimonial mas saber, com esmero, administrar as vaidades.</p>
<p style="text-align: center;">No cerimonial de hoje não há                  tempo para deslumbres. O cerimonialista além de estar preparado                  intelectualmente, e dominar pelo menos um idioma a mais que o                  seu, deverá ter o raciocínio rápido e um                  perfeito equilíbrio emocional para poder preparar e conduzir                  um, ato. Ser absolutamente discreto, responsável e pontual                  são condições indispensáveis.</p>
<p style="text-align: center;">Outro ponto de expressiva atenção                  é cuidar bastante da saúde e ter considerável                  preparo físico já que passamos horas seguidas de                  pé. Durante os momentos de trabalho jamais teremos direito                  a demonstrar o que sentimos ainda que seja uma pequena dor de                  cabeça. Muitas vezes até deixaremos de comer algo                  que gostamos muito porque aquele alimento poderá causar                  mal estar; em outras, sequer comeremos porque simplesmente, não                  nos sobra tempo.</p>
<p style="text-align: center;">Cuidar da nossa imagem será fundamental.                  Saber distinguir o traje e que perfume usar de acordo com a hora                  e o evento, ter os cabelos bem cuidados, caminhar suavemente,                  sentar sem parecer que está descansando, preocupar-se com                  a maneira como entra e sai de um veículo, dar atenção                  a forma de como subir e descer escadas e no que se refere às                  mulheres não exagerar na maquilagem, por certo levarão                  ao cerimonialista ter uma boa imagem.</p>
<p style="text-align: center;">Devemos compenetrar-nos de que no momento                  do evento do qual somos responsáveis, estamos trabalhando,                  portanto, não somos os convidados.</p>
<p style="text-align: center;">Para uma impecável conduta profissional                  o cerimonialista deve buscar saber e conhecer tudo. Mais que possuir                  uma formação cultural sólida, deverá                  conhecer sobre comida nacional e internacional, bebidas e coquetéis                  (que muitas vezes são representativos de uma região                  ou de um país), estar em dia com as notícias de                  última hora, com o câmbio do dia, da situação                  política nacional e internacional, enfim terá que                  saber de tudo, ainda que jamais necessite de algumas informações,                  porém deve tê-las na memória.</p>
<p style="text-align: center;">Podemos citar mais alguns outros pontos                  necessários para um bom perfil do cerimonialista, como                  por exemplo o civismo, o amor à pátria e ser, como                  diz Carlos Fuente, “um grande criador de atos”, porém                  jamais deixaríamos de falar sobre o aspecto Ética.</p>
<p style="text-align: center;">Respeitar as questões relacionadas                  a deontologia será sempre um dever. Não será                  necessário que exista um código de ética                  para ler todos os dias. A urbanidade, o saber estar e circular                  não valerão nada se não houver ética.<br />
Nós cerimonialistas devemos estar preparados para qualquer                  eventualidade.</p>
<p style="text-align: center;">Muitas vezes assumimos responsabilidades                  que não são nossas e nestes casos incluímos                  algumas que jamais imaginamos chegar tão próximo,                  porém, de uma hora para outra nos vemos ligados a ela e                  ainda mais, tendo que assumir toda a responsabilidade.<br />
Não esqueçamos de que por trás da boa imagem                  de uma autoridade, de um evento social, de uma empresa, de uma                  cidade ou de um país, há sempre nos bastidores um                  anônimo, que é o cerimonialista.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/perfil-do-cerimonialista-brasileiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>El PROTOCOLO Y LA ADMINISTRACION LOCAL</title>
		<link>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/el-protocolo-y-la-administracion-local/</link>
		<comments>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/el-protocolo-y-la-administracion-local/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 16:58:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane Ubillus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.elianeubillus.com/noticias/?p=37</guid>
		<description><![CDATA[El                  PROTOCOLO Y LA ADMINISTRACION LOCAL
Mª Adelaida Pérez-Aldana y Romero
Tenerife – Islas Canarias &#8211; España
El protocolo                  es la imagen del poder, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">El                  PROTOCOLO Y LA ADMINISTRACION LOCAL<br />
Mª Adelaida Pérez-Aldana y Romero<br />
Tenerife – Islas Canarias &#8211; España</p>
<p style="text-align: center;">El protocolo                  es la imagen del poder, define y ordena sus signos.<br />
Históricamente, desde las antiguas civilizaciones, ha supuesto                  el conjunto de formas externas de consideración y respeto                  a las jerarquías, formas vinculadas a la idea de poder                  y a su ejercicio, protagonizando tanto a las actividades cotidianas                  como las apariciones públicas de quienes detestan el poder.<br />
De algún modo supone la interrelación entre las                  instituciones y sus públicos.</p>
<p style="text-align: center;">El actual                  fenómeno globalizador supone una mayor necesidad de comunicación                  y trato social.</p>
<p style="text-align: center;">El Protocolo                  en la actualidad constituye el conjunto de normas, costumbres                  y técnicas necesarias para la realización de los                  actos, públicos o privados, y la ordenación de sus                  invitados.</p>
<p style="text-align: center;">Así,                  la celebración de los actos oficiales se regula por este                  conjunto de normas y disposiciones legales, junto con los usos,                  costumbres y tradiciones.</p>
<p style="text-align: center;">El objetivo                  perseguido por el Protocolo es doble:</p>
<p style="text-align: center;">- conseguir                  la justicia que conlleva el orden en el procedimiento previo a                  toda acción de presencia pública como garante de                  la confianza mutua.<br />
- La proyección adecuada de la identidad institucional                  de cara a la formación de una imagen óptima.</p>
<p style="text-align: center;">La ordenación                  protocolaria asegura también la transmisión idónea                  del mensaje organizacional de modo que llegue al público                  de manera directa en la comunicación no verbal por el sistema                  ceremonial, constituyendo de este modo una técnica de reconocimiento                  no verbal del sistema de relaciones establecidas por la institución                  con sus distintos universos, de forma que sus dimensiones espaciales                  y temporales proporcionen las claves de su conocimiento.<br />
En esa trama comunicativa que componen ceremonias y actos públicos                  la imagen debe corresponder a la identidad.</p>
<p style="text-align: center;">El Protocolo                  se configura así como elemento ordenador y definidor a                  través de la ubicación de personas y entidades en                  un espacio y un tiempo, en base a unas reglas preestablecidas                  y aceptadas por la comunidad.</p>
<p style="text-align: center;">Por su parte,                  el Ceremonial responde a planteamientos estéticos y funcionales                  que complementan los valores, principios y objetivos de la institución                  emisora.</p>
<p style="text-align: center;">
JUSTIFICACION DEL PROTOCOLO</p>
<p style="text-align: center;">
Las administraciones públicas acuden hoy al Protocolo como                  medio de eficacia universalmente reconocido para organizar la                  proyección externa de sus relaciones de poder con otras                  instituciones.</p>
<p style="text-align: center;">La existencia                  del Protocolo en la vida oficial se justifica con la necesidad                  de ordenar de acuerdo a los criterios vigentes y con el fin que                  persigue, que no es otro que la ordenación armoniosa y                  estética de las relaciones humanas, el buen decoro de las                  instituciones y sus actos, la defensa de su dignidad y el agrado                  de todos los asistentes a los mismos.<br />
No se trata de oficializar los actos con la aplicación                  del protocolo, sino de posibilitar su correcta ejecución-                  con independencia del estilo propio con que el anfitrión                  desee impregnarlos- con la única limitación del                  cumplimiento de las normas y el respeto a las costumbres y tradiciones,                  el sentido común, el agrado de los invitados y el decoro                  de las instituciones y sus representantes.</p>
<p style="text-align: center;">
EL PROTOCOLO EN LA ADMINISTRACION LOCAL</p>
<p style="text-align: center;">
En un sentido amplio puede considerarse acto oficial toda actividad                  pública que realice una autoridad. Todo este conjunto de                  actividades públicas se materializan mediante la aplicación                  del Protocolo y las técnicas de la Etiqueta y el Ceremonial.</p>
<p style="text-align: center;">Las entidades                  locales son las instituciones públicas con mayor número                  y variedad de actos protocolarios (tomas de posesión; recepciones                  y audiencias; visitas de personalidades; primeras piedras; aperturas                  de calles; descubrimientos de placas; homenajes y entregas de                  distinciones; inauguraciones; organizaciones de jornadas, seminarios,                  congresos o ferias; presentaciones oficiales; firmas de convenios;                  procesiones y fiestas populares; etc..). Ello implica en muchos                  casos la asistencia de autoridades de diversa índole y                  la representación de distintos colectivos: sociales, empresariales,                  culturales…</p>
<p style="text-align: center;">Sin embargo,                  la regularización de la organización protocolaria                  en instituciones públicas es escasa, por lo que se hace                  preciso determinar con criterio y eficacia la ordenación                  en cualquier acto de las autoridades junto con otros posibles                  asistentes consiguiendo, además, contentar a todas las                  personas implicadas en ellos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/el-protocolo-y-la-administracion-local/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>BANDERA NACIONAL DE PARAGUAY</title>
		<link>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/bandera-nacional-de-paraguay/</link>
		<comments>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/bandera-nacional-de-paraguay/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 16:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane Ubillus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.elianeubillus.com/noticias/?p=35</guid>
		<description><![CDATA[Julia Redick
El Pabellón de la República del Paraguay consiste                  en una bandera compuesta de tres franjas horizontales iguales:                  Colorada, blanca y [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Julia Redick</p>
<p>El Pabellón de la República del Paraguay consiste                  en una bandera compuesta de tres franjas horizontales iguales:                  Colorada, blanca y azul, llevando en un lado, en el medio del                  escudo Nacional, de forma circular que se describe con una palma                  y olivo entrelazados en el vértice y abierto en la parte                  superior, resaltando en el medio de ellas una estrella y en la                  orla una inscripción que dice &#8220;República del                  Paraguay&#8221; y en el reverso en la misma posición un                  círculo con la inscripción distribuida &#8220;Paz                  y Justicia&#8221; figurando en el centro un león.<br />
El escudo Oficial del anverso de nuestro Pabellón Patrio,                  carga además con una pieza honorífica de primer                  grado, cual es la Orla, pieza heráldica de dos círculos                  concéntricos, puesto dentro del escudo y separada de sus                  bordes por otra tanta distancia como ella tiene de ancho. En esta                  pieza heráldica nuestra Carta Magna manda a colocar el                  título nacional &#8220;República del Paraguay&#8221;.<br />
La Orla significa protección honorífica al título                  nacional.<br />
En el centro del escudo oficial trae una estrella de cinco puntas,                  simboliza la esperanza del buen suceso, aspiración a cosas                  superiores a acciones sublimes en bien de la patria, nobleza,                  lealtad, virtud, dulzura y dignidad.<br />
La corona de ovación es símbolo de honor y de dignidad                  instituida al valor y hazañas del pueblo paraguayo compuesto                  de la palma que es símbolo de justicia, victoria, elocuencia,                  martirio y amor.<br />
La oliva es símbolo de paz, fama, sabiduría, incorruptibilidad,                  y reconciliación.<br />
República del Paraguay es la inscripción que representa                  a nuestro país y en su metal oro, se simboliza el poder,                  la grandeza de la nación, su esplendor, soberanía,                  pureza, gloria y prosperidad.<br />
El círculo simboliza a Dios por no conocérsele el                  principio ni su fin.<br />
El león simboliza la bravura, fuerza y grandeza de ánimo,                  soberanía, coraje, vigilancia generosidad y valor. Representa                  al soldado paraguayo, vigilante, bravo y dispuesto a defender                  su libertad.<br />
La pica, es una de las más nobles armas ofensivas y es                  símbolo de virtud guerrera del pueblo paraguayo.<br />
El gorro frigio, símbolo de la libertad y carácter                  republicano del pueblo paraguayo.<br />
Paz y Justicia es la divisa que trasunta la concordia, tranquilidad,                  derecho, lealtad, e incorruptibilidad que favorece el desarrollo                  económico y social de nuestro pueblo.<br />
Respecto al escudo reverso en nuestro pabellón que es de                  Hacienda así como el Escudo Oficial es representativo de                  la Nación Paraguaya, el del león aunque representa                  a la hacienda pública, simboliza la bravura, majestad,                  valor, vigilancia del pueblo paraguayo.<br />
El Paraguay es el único país que tiene dos escudos                  nacionales, el Oficial en el anverso y el de Hacienda en el reverso.</p>
<p style="text-align: center;">Lic.                  Julia Redick<br />
Directora<br />
P.I.P.E.P.C.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/bandera-nacional-de-paraguay/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lei 5700 &#8211; Simbolos Nacionais</title>
		<link>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/lei-5700-simbolos-nacionais/</link>
		<comments>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/lei-5700-simbolos-nacionais/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 16:53:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane Ubillus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Links]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.elianeubillus.com/noticias/?p=26</guid>
		<description><![CDATA[Presidência da República
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI No 5.700, DE 1 DE SETEMBRO DE 1971.
Dispõe sobre a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais, e dá outras providências
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
Disposição Preliminar
Art . 1º São Símbolos Nacionais:
I &#8211; a Bandeira Nacional;
II [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Presidência da República<br />
Subchefia para Assuntos Jurídicos<br />
LEI No 5.700, DE 1 DE SETEMBRO DE 1971.</p>
<p>Dispõe sobre a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais, e dá outras providências<br />
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:<br />
CAPÍTULO I<br />
Disposição Preliminar<br />
Art . 1º São Símbolos Nacionais:<br />
I &#8211; a Bandeira Nacional;<br />
II &#8211; o Hino Nacional;<br />
III &#8211; as Armas Nacionais; e<br />
IV &#8211; o Selo Nacional.(Redação dada pela Lei nº 8.421, de 11.5.1992)<br />
CAPÍTULO II<br />
Da forma dos Símbolos Nacionais<br />
SEÇÃO I<br />
Dos Símbolos em Geral<br />
Art . 2º Consideram-se padrões dos Símbolos Nacionais os modelos compostos de conformidade com as especificações e regras básicas estabelecidas na presente lei.<br />
SEÇÃO II<br />
Da Bandeira Nacional<br />
Art. 3° A Bandeira Nacional, adotada pelo Decreto n° 4, de 19 de novembro de 1889, com as modificações da Lei n° 5.443, de 28 de maio de 1968, fica alterada na forma do Anexo I desta lei, devendo ser atualizada sempre que ocorrer a criação ou a extinção de Estados. (Redação dada pela Lei nº 8.421, de 11.5.1992)<br />
§1° As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (doze horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste. (Redação dada pela Lei nº 8.421, de 11.5.1992)<br />
§2° Os novos Estados da Federação serão representados por estrelas que compõem o aspecto celeste referido no parágrafo anterior, de modo a permitir-lhes a inclusão no círculo azul da Bandeira Nacional sem afetar a disposição estética original constante do desenho proposto pelo Decreto n° 4, de 19 de novembro de 1889. (Redação dada pela Lei nº 8.421, de 11.5.1992)<br />
§3° Serão suprimidas da Bandeira Nacional as estrelas correspondentes aos Estados extintos, permanecendo a designada para representar o novo Estado, resultante de fusão, observado, em qualquer caso, o disposto na parte final do parágrafo anterior. (Redação dada pela Lei nº 8.421, de 11.5.1992)<br />
Art . 4º A Bandeira Nacional em tecido, para as repartições públicas em geral, federais, estaduais, e municipais, para quartéis e escolas públicas e particulares, será executada em um dos seguintes tipos:<br />
tipo 1, com um pano de 45 centímetros de largura; tipo 2, com dois panos de largura; tipo 3, três panos de largura; tipo 4 quatro panos de largura; tipo 5, cinco panos de largura; tipo 6, seis panos de largura; tipo 7, sete panos de largura.<br />
Parágrafo único. Os tipos enumerados neste artigo são os normais. Poderão ser fabricados tipos extraordinários de dimensões maiores, menores ou intermediárias, conforme as condições de uso, mantidas, entretanto, as devidas proporções.<br />
Art . 5º A feitura da Bandeira Nacional obedecerá às seguintes regras (Anexo nº 2):<br />
I &#8211; Para cálculo das dimensões, tomar-se-á por base a largura desejada, dividindo-se esta em 14 (quatorze) partes iguais. Cada uma das partes será considerada uma medida ou módulo.<br />
II &#8211; O comprimento será de vinte módulos (20M).<br />
III &#8211; A distância dos vértices do losango amarelo ao quadro externo será de um módulo e sete décimos (1,7M).<br />
IV &#8211; O círculo azul no meio do lasango amarelo terá o raio de três módulos e meio (3,5M).<br />
V &#8211; O centro dos arcos da faixa branca estará dois módulos (2M) à esquerda do ponto do encontro do prolongamento do diâmetro vertical do círculo com a base do quadro externo (ponto C indicado no Anexo nº 2).<br />
VI &#8211; O raio do arco inferior da faixa branca será de oito módulos (8M); o raio do arco superior da faixa branca será de oito módulos e meio (8,5M).<br />
VII &#8211; A largura da faixa branca será de meio módulo (0,5M).<br />
VIII &#8211; As letras da legenda Ordem e Progresso serão escritas em côr verde. Serão colocadas no meio da faixa branca, ficando, para cima e para baixo, um espaço igual em branco. A letra P ficará sôbre o diâmetro vertical do círculo. A distribuição das demais letras far-se-á conforme a indicação do Anexo nº 2. As letras da palavra Ordem e da palavra Progresso terão um têrço de módulo (0,33M) de altura. A largura dessas letras será de três décimos de módulo (0,30M). A altura da letra da conjunção E será de três décimos de módulo (0,30M). A largura dessa letra será de um quarto de módulo (0,25M).<br />
IX &#8211; As estrêlas serão de 5 (cinco) dimensões: de primeira, segunda, terceira, quarta e quinta grandezas. Devem ser traçadas dentro de círculos cujos diâmetros são: de três décimos de módulo (0,30M) para as de primeira grandeza; de um quarto de módulo (0,25M) para as de segunda grandeza; de um quinto de módulo (0,20M) para as de terceira grandeza; de um sétimo de módulo (0,14M) para as de quarta grandeza; e de um décimo de módulo (0,10M) para a de quinta grandeza.<br />
X &#8211; As duas faces devem ser exatamente iguais, com a faixa branca inclinada da esquerda para a direita (do observador que olha a faixa de frente), sendo vedado fazer uma face como avêsso da outra.<br />
SEÇÃO III<br />
Do Hino Nacional<br />
Art . 6º O Hino Nacional é composto da música de Francisco Manoel da Silva e do poema de Joaquim Osório Duque Estrada, de acôrdo com o que dispõem os Decretos nº 171, de 20 de janeiro de 1890, e nº 15.671, de 6 de setembro de 1922, conforme consta dos Anexos números 3, 4, 5, 6, e 7.<br />
Parágrafo único. A marcha batida, de autoria do mestre de música Antão Fernandes, integrará as instrumentações de orquestra e banda, nos casos de execução do Hino Nacional, mencionados no inciso I do art. 25 desta lei, devendo ser mantida e adotada a adaptação vocal, em fá maior, do maestro Alberto Nepomuceno.<br />
SEÇÃO IV<br />
Das Armas Nacionais<br />
Art . 7º As Armas Nacionais são as instituídas pelo Decreto nº 4 de 19 de novembro de 1889 com a alteração feita pela Lei nº 5.443, de 28 de maio de 1968 (Anexo nº 8).<br />
Art . 8º A feitura das Armas Nacionais deve obedecer à proporção de 15 (quinze) de altura por 14 (quatorze) de largura, e atender às seguintes disposições:<br />
I &#8211; o escudo redondo será constituído em campo azul-celeste, contendo cinco estrelas de prata, dispostas na forma da constelação Cruzeiro do sul, com a bordadura do campo perfilada de ouro, carregada de estrelas de prata em número igual ao das estrelas existentes na Bandeira Nacional; (Redação dada pela Lei nº 8.421, de 11.5.1992))<br />
II &#8211; O escudo ficará pousado numa estrêla partida-gironada, de 10 (dez) peças de sinopla e ouro, bordada de 2 (duas) tiras, a interior de goles e a exterior de ouro.<br />
III &#8211; O todo brocante sôbre uma espada, em pala, empunhada de ouro, guardas de blau, salvo a parte do centro, que é de goles e contendo uma estrêla de prata, figurará sôbre uma coroa formada de um ramo de café frutificado, à destra, e de outro de fumo florido, à sinistra, ambos da própria côr, atados de blau, ficando o conjunto sôbre um resplendor de ouro, cujos contornos formam uma estrêla de 20 (vinte) pontas.<br />
IV &#8211; Em listel de blau, brocante sôbre os punhos da espada, inscrever-se-á, em ouro, a legenda República Federativa do Brasil, no centro, e ainda as expressões &#8220;15 de novembro&#8221;, na extremidade destra, e as expressões &#8220;de 1889&#8243;, na sinistra.<br />
SEÇÃO V<br />
Do Sêlo Nacional<br />
Art . 9º O Sêlo Nacional será constituído, de conformidade com o Anexo nº 9, por um círculo representando uma esfera celeste, igual ao que se acha no centro da Bandeira Nacional, tendo em volta as palavras República Federativa do Brasil. Para a feitura do Sêlo Nacional observar-se-á o seguinte:<br />
I &#8211; Desenham-se 2 (duas) circunferências concêntricas, havendo entre os seus raios a proporção de 3 (três) para 4 (quatro).<br />
II &#8211; A colocação das estrêlas, da faixa e da legenda Ordem e Progresso no círculo inferior obedecerá as mesmas regras estabelecidas para a feitura da Bandeira Nacional.<br />
III &#8211; As letras das palavras República Federativa do Brasil terão de altura um sexto do raio do círculo interior, e, de largura, um sétimo do mesmo raio.<br />
CAPíTULO III<br />
Da Apresentação dos Símbolos Nacionais<br />
SEÇÃO I<br />
Da Bandeira Nacional<br />
Art . 10. A Bandeira Nacional pode ser usada em tôdas as manifestações do sentimento patriótico dos brasileiros, de caráter oficial ou particular.<br />
Art . 11. A Bandeira Nacional pode ser apresentada:<br />
I &#8211; Hasteada em mastro ou adriças, nos edifícios públicos ou particulares, templos, campos de esporte, escritórios, salas de aula, auditórios, embarcações, ruas e praças, e em qualquer lugar em que lhe seja assegurado o devido respeito;<br />
II &#8211; Distendida e sem mastro, conduzida por aeronaves ou balões, aplicada sôbre parede ou prêsa a um cabo horizontal ligando edifícios, árvores, postes ou mastro;<br />
III &#8211; Reproduzida sôbre paredes, tetos, vidraças, veículos e aeronaves;<br />
IV &#8211; Compondo, com outras bandeiras, panóplias, escudos ou peças semelhantes;<br />
V &#8211; Conduzida em formaturas, desfiles, ou mesmo individualmente;<br />
VI &#8211; Distendida sôbre ataúdes, até a ocasião do sepultamento.<br />
Art . 12. A Bandeira Nacional estará permanentemente no tôpo de um mastro especial plantado na Praça dos Três Podêres de Brasília, no Distrito Federal, como símbolo perene da Pátria e sob a guarda do povo brasileiro.<br />
§ 1º A substituição dessa Bandeira será feita com solenidades especiais no 1º domingo de cada mês, devendo o novo exemplar atingir o topo do mastro antes que o exemplar substituído comece a ser arriado.<br />
§ 2º Na base do mastro especial estarão inscritos exclusivamente os seguintes dizeres:<br />
Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Podêres, a Bandeira sempre no alto.<br />
- visão permanente da Pátria.<br />
Art . 13. Hasteia-se diàriamente a Bandeira Nacional e a do MERCOSUL<br />
I &#8211; No Palácio da Presidência da República e na residência do Presidente da República;<br />
II &#8211; Nos edifícios-sede dos Ministérios;<br />
III &#8211; Nas Casas do Congresso Nacional;<br />
IV &#8211; No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores, nos Tribunais Federais de Recursos e nos Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; (Redação dada pela Lei nº 5.812, de 13.10.1972)<br />
V &#8211; Nos edifícios-sede dos podêres executivo, legislativo e judiciário dos Estados, Territórios e Distrito Federal;<br />
VI &#8211; Nas Prefeituras e Câmaras Municipais;<br />
VII &#8211; Nas repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa de fronteira;<br />
VIII &#8211; Nas Missões Diplomáticas, Delegações junto a Organismo Internacionais e Repartições Consulares de carreira, respeitados os usos locais dos países em que tiverem sede.<br />
IX &#8211; Nas unidades da Marinha Mercante, de acôrdo com as Leis e Regulamentos da navegação, polícia naval e praxes internacionais.<br />
Art . 14. Hasteia-se, obrigatòriamente, a Bandeira Nacional, nos dias de festa ou de luto nacional, em tôdas as repartições públicas, nos estabelecimentos de ensino e sindicatos.<br />
Parágrafo único. Nas escolas públicas ou particulares, é obrigatório o hasteamento solene da Bandeira Nacional, durante o ano letivo, pelo menos uma vez por semana.<br />
Art . 15. A Bandeira Nacional pode ser hasteada e arriada a qualquer hora do dia ou da noite.<br />
§ 1º Normalmente faz-se o hasteamento às 8 horas e o arriamento às 18 horas.<br />
§ 2º No dia 19 de novembro, Dia da Bandeira, o hasteamento é realizado às 12 horas, com solenidades especiais.<br />
§ 3º Durante a noite a Bandeira deve estar devidamente iluminada.<br />
Art . 16. Quando várias bandeiras são hasteadas ou arriadas simultâneamente, a Bandeira Nacional é a primeira a atingir o tope e a ultima a dêle descer.<br />
Art . 17. Quando em funeral, a Bandeira fica a meio-mastro ou a meia-adriça. Nesse caso, no hasteamento ou arriamento, deve ser levada inicialmente até o tope.<br />
Parágrafo único. Quando conduzida em marcha, indica-se o luto por um laço de crepe atado junto à lança.<br />
Art . 18. Hasteia-se a Bandeira Nacional em funeral nas seguintes situações, desde que não coincidam com os dias de festa nacional:<br />
I &#8211; Em todo o País, quando o Presidente da República decretar luto oficial;<br />
II &#8211; Nos edifícios-sede dos podêres legislativos federais, estaduais ou municipais, quando determinado pelos respectivos presidentes, por motivo de falecimento de um de seus membros;<br />
III &#8211; No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores, nos Tribunais Federais de Recursos, nos Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e nos Tribunais de Justiça estaduais, quando determinado pelos respectivos presidentes, pelo falecimento de um de seus ministros, desembargadores ou conselheiros.(Redação dada pela Lei nº 5.812, de 13.10.1972)<br />
IV &#8211; Nos edifícios-sede dos Governos dos Estados, Territórios, Distrito Federal e Municípios, por motivo do falecimento do Governador ou Prefeito, quando determinado luto oficial pela autoridade que o substituir;<br />
V &#8211; Nas sedes de Missões Diplomáticas, segundo as normas e usos do país em que estão situadas.<br />
Art . 19. A Bandeira Nacional, em tôdas as apresentações no território nacional, ocupa lugar de honra, compreendido como uma posição:<br />
I &#8211; Central ou a mais próxima do centro e à direita dêste, quando com outras bandeiras, pavilhões ou estandartes, em linha de mastros, panóplias, escudos ou peças semelhantes;<br />
II &#8211; Destacada à frente de outras bandeiras, quando conduzida em formaturas ou desfiles;<br />
III &#8211; A direita de tribunas, púlpitos, mesas de reunião ou de trabalho.<br />
Parágrafo único. Considera-se direita de um dispositivo de bandeiras a direita de uma pessoa colocada junto a êle e voltada para a rua, para a platéia ou de modo geral, para o público que observa o dispositivo.<br />
Art . 20. A Bandeira Nacional, quando não estiver em uso, deve ser guardada em local digno.<br />
Art . 21. Nas repartições públicas e organizações militares, quando a Bandeira é hasteada em mastro colocado no solo, sua largura não deve ser maior que 1/5 (um quinto) nem menor que 1/7 (um sétimo) da altura do respectivo mastro.<br />
Art . 22. Quando distendida e sem mastro, coloca-se a Bandeira de modo que o lado maior fique na horizontal e a estrela isolada em cima, não podendo ser ocultada, mesmo parcialmente, por pessoas sentadas em suas imediações.<br />
Art . 23. A Bandeira Nacional nunca se abate em continência.<br />
SEÇÃO II<br />
Do Hino Nacional<br />
Art . 24. A execução do Hino Nacional obedecerá às seguintes prescrições:<br />
I &#8211; Será sempre executado em andamento metronômico de uma semínima igual a 120 (cento e vinte);<br />
II &#8211; É obrigatória a tonalidade de si bemol para a execução instrumental simples;<br />
III &#8211; Far-se-á o canto sempre em uníssono;<br />
IV &#8211; Nos casos de simples execução instrumental tocar-se-á a música integralmente, mas sem repetição; nos casos de execução vocal, serão sempre cantadas as duas partes do poema;<br />
V &#8211; Nas continências ao Presidente da República, para fins exclusivos do Cerimonial Militar, serão executados apenas a introdução e os acordes finais, conforme a regulamentação específica.<br />
Art . 25. Será o Hino Nacional executado:<br />
I &#8211; Em continência à Bandeira Nacional e ao Presidente da República, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, quando incorporados; e nos demais casos expressamente determinados pelos regulamentos de continência ou cerimônias de cortesia internacional;<br />
II &#8211; Na ocasião do hasteamento da Bandeira Nacional, previsto no parágrafo único do art. 14.<br />
§ 1º A execução será instrumental ou vocal de acôrdo com o cerimonial previsto em cada caso.<br />
§ 2º É vedada a execução do Hino Nacional, em continência, fora dos casos previstos no presente artigo.<br />
§ 3º Será facultativa a execução do Hino Nacional na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas a que se associe sentido patriótico, no início ou no encerramento das transmissões diárias das emissoras de rádio e televisão, bem assim para exprimir regozijo público em ocasiões festivas.<br />
§ 4º Nas cerimônias em que se tenha de executar um Hino Nacional Estrangeiro, êste deve, por cortesia, preceder o Hino Nacional Brasileiro.<br />
SEÇÃO III<br />
Das Armas Nacionais<br />
Art . 26. É obrigatório o uso das Armas Nacionais:<br />
I &#8211; No Palácio da Presidência da República e na residência do Presidente da República;<br />
II &#8211; Nos edifícios-sede dos Ministérios;<br />
III &#8211; Nas Casas do Congresso Nacional;<br />
IV &#8211; No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores e nos Tribunais Federais de Recursos;<br />
V &#8211; Nos edíficios-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário dos Estados, Territórios e Distrito Federal;<br />
VI &#8211; Nas Prefeituras e Câmaras Municipais;<br />
VII &#8211; Na frontaria dos edifícios das repartições públicas federais;<br />
VIII &#8211; nos quartéis das forças federais de terra, mar e ar e das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, nos seus armamentos, bem como nas fortalezas e nos navios de guerra; (Redação dada pela Lei nº 8.421, de 11.5.1992)<br />
IX &#8211; Na frontaria ou no salão principal das escolas públicas;<br />
X &#8211; Nos papéis de expediente, nos convites e nas publicações oficiais de nível federal.<br />
SEÇÃO IV<br />
Do Selo Nacional<br />
Art . 27. O Selo Nacional será usado para autenticar os atos de governo e bem assim os diplomas e certificados expedidos pelos estabelecimentos de ensino oficiais ou reconhecidos.<br />
CAPíTULO IV<br />
Das Côres Nacionais<br />
Art . 28. Consideram-se côres nacionais o verde e o amarelo.<br />
Art . 29. As Côres nacionais podem ser usadas sem quaisquer restrições, inclusive associadas a azul e branco.<br />
CAPíTULO V<br />
Do respeito devido à Bandeira Nacional e ao Hino Nacional<br />
Art . 30. Nas cerimônias de hasteamento ou arriamento, nas ocasiões em que a Bandeira se apresentar em marcha ou cortejo, assim como durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio, o civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, segundo os regulamentos das respectivas corporações.<br />
Parágrafo único. É vedada qualquer outra forma de saudação.<br />
Art . 31. São consideradas manifestações de desrespeito à Bandeira Nacional, e portanto proibidas:<br />
I &#8211; Apresentá-la em mau estado de conservação.<br />
II &#8211; Mudar-lhe a forma, as cores, as proporções, o dístico ou acrescentar-lhe outras inscrições;<br />
III &#8211; Usá-la como roupagem, reposteiro, pano de boca, guarnição de mesa, revestimento de tribuna, ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a inaugurar;<br />
IV &#8211; Reproduzi-la em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda.<br />
Art . 32. As Bandeiras em mau estado de conservação devem ser entregues a qualquer Unidade Militar, para que sejam incineradas no Dia da Bandeira, segundo o cerimonial peculiar.<br />
Art . 33. Nenhuma bandeira de outra nação pode ser usada no País sem que esteja ao seu lado direito, de igual tamanho e em posição de realce, a Bandeira Nacional, salvo nas sedes das representações diplomáticas ou consulares.<br />
Art . 34. É vedada a execução de quaisquer arranjos vocais do Hino Nacional, a não ser o de Alberto Nepomuceno; igualmente não será permitida a execução de arranjos artísticos instrumentais do Hino Nacional que não sejam autorizados pelo Presidente da República, ouvido o Ministério da Educação e Cultura.<br />
CAPíTULO VI<br />
Das Penalidades<br />
Art. 35 &#8211; A violação de qualquer disposição desta Lei, excluídos os casos previstos no art. 44 do Decreto-lei nº 898, de 29 de setembro de 1969, é considerada contravenção, sujeito o infrator à pena de multa de uma a quatro vezes o maior valor de referência vigente no País, elevada ao dobro nos casos de reincidência. (Redação dada pela Lei nº 6.913, de 27.5.1981<br />
Art. 36 &#8211; O processo das infrações a que alude o artigo anterior obedecerá ao rito previsto para as contravenções penais em geral. (Redação dada pela Lei nº 6.913, de 27.5.1981)<br />
CAPíTULO VII<br />
Disposições Gerias<br />
Art . 37. Haverá nos Quartéis-Generais das Forças Armadas, na Casa da Moeda, na Escola Nacional de Música, nas embaixadas, legações e consulados do Brasil, nos museus históricos oficiais, nos comandos de unidades de terra, mar e ar, capitanias de portos e alfândegas, e nas prefeituras municipais, uma coleção de exemplares-padrão dos Símbolos Nacionais, a fim de servirem de modelos obrigatórios para a respectiva feitura, constituindo o instrumento de confronto para a aprovação dos exemplares destinados à apresentação, procedam ou não da iniciativa particular.<br />
Art . 38. Os exemplares da Bandeira Nacional e das Armas Nacionais não podem ser postos à venda, nem distribuídos gratuitamente sem que tragam na tralha do primeiro e no reverso do segundo a marca e o enderêço do fabricante ou editor, bem como a data de sua feitura.<br />
Art . 39. É obrigatório o ensino do desenho e do significado da Bandeira Nacional, bem como do canto e da interpretação da letra do Hino Nacional em todos os estabelecimentos de ensino, públicos ou particulares, do primeiro e segundo graus.<br />
Art . 40. Ninguém poderá ser admitido no serviço público sem que demonstre conhecimento do Hino Nacional.<br />
Art . 41. O Ministério da Educação e Cultura fará a edição oficial definitiva de tôdas as partituras do Hino Nacional e bem assim promoverá a gravação em discos de sua execução instrumental e vocal, bem como de sua letra declamada.<br />
Art . 42. Incumbe ainda ao Ministério da Educação e Cultura organizar concursos entre autores nacionais para a redução das partituras de orquestras do Hino Nacional para orquestras restritas.<br />
Art . 43. O Poder Executivo regulará os pormenores de cerimonial referentes aos Símbolos Nacionais.<br />
Art . 44. O uso da Bandeira Nacional nas Forças Armadas obedece as normas dos respectivos regulamentos, no que não colidir com a presente Lei.<br />
Art . 45. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas a de nº 5.389, de 22 de fevereiro de 1968, a de nº 5.443, de 28 de maio de 1968, e demais disposições em contrário.<br />
Brasília, 1 de setembro de 1971; 150º da Independência e 83º da República.<br />
EMíLIO G. MéDICI<br />
Alfredo Buzaid<br />
Adalberto de Barros Nunes<br />
Orlando Geisel<br />
Mário Gibson Barboza<br />
Antonio Delfim Netto<br />
Mário David Andreazza<br />
L. F. Cirne Lima<br />
Jarbas G. Passarinho<br />
Júlio Barata<br />
Márcio de Souza e Mello<br />
F. Rocha Lagôa<br />
Marcus Vinícius Pratini de Moraes<br />
Antônio Dias Leite Júnior<br />
João Paulo dos Reis Velloso<br />
José Costa Cavalcanti<br />
Hygino C. Corsetti<br />
Este texto não substitui o Publicado no D.O.U de 2.9.1971<br />
Nota: Os Anexos 1, 2, 8 e 9, desta Lei foram substituídos pelos anexos da Lei n° 8.421, de 11 de maio de 1992, com igual numeração.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/lei-5700-simbolos-nacionais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Recebendo visitantes chineses: dez erros a evitar</title>
		<link>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/recebendo-visitantes-chineses-dez-erros-a-evitar/</link>
		<comments>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/recebendo-visitantes-chineses-dez-erros-a-evitar/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 17:31:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eliane Ubillus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.elianeubillus.com/noticias/?p=3</guid>
		<description><![CDATA[Por: Isabel Amaral
Presidente da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo
«A atenção crescente que se vem prestando ao valor das relações humanas, dos seus requisitos, manifestações e rituais levou a um interesse ainda maior pelas questões do protocolo, traduzido no número crescente de empresas que recorrem à consultoria nesta área antes de lançarem os seus quadros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Por: Isabel Amaral</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Presidente da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">«A atenção crescente que se vem prestando ao valor das relações humanas, dos seus requisitos, manifestações e rituais levou a um interesse ainda maior pelas questões do protocolo, traduzido no número crescente de empresas que recorrem à consultoria nesta área antes de lançarem os seus quadros num novo mercado.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Cada mercado tem as suas leis e tentar entrar num mercado diferente sem conhecer as regras do jogo é o mesmo que decidir sentar-se a uma mesa de “bridge” pensando que o jogo não deve ser muito diferente da “canasta”. Ora a diferença é abissal. Ignorá-la é abrir a porta a humilhações e derrotas que podem, e devem, ser evitadas»</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">«A cultura permite organizar a actividade do grupo e, sobretudo, permite prever o comportamento de vários elementos do grupo. Conhecendo as regras do jogo é mais fácil as pessoas desse grupo relacionarem-se entre si e viver em harmonia e segurança. Como a cultura de um grupo inclui um sistema de valores e esse sistema contém sempre uma imagem da sua própria excelência, as interferências mais difíceis de eliminar são, de facto, as sociais ou culturais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Quando se ultrapassam as fronteiras do grupo, quando se tenta estabelecer uma comunicação inter-cultural, as crenças são desafiadas. Confrontados com um sistema de valores diferente, os elementos do grupo ficam desnorteados e sentem-se ameaçados.»</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Lidar com visitantes que têm hábitos e culturas muito diferentes das nossas não é, por isso, tarefa fácil. Ainda que nos tenham assegurado que a globalização ia transformar o vasto mundo numa pequena aldeia, persistem distâncias, diferenças e dificuldades que é preciso ultrapassar para se obterem os resultados desejados.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Um dos problemas é o da língua. O chinês é uma língua extremamente difícil. Apesar de haver uma língua escrita, que todos conseguem ler, em cada região se lê de maneira diferente e nem os chineses se entendem a falar entre si. Claro que a comunicação é sempre possível entre pessoas que falam línguas diferentes, por intermédio de um intérprete. Mas na China nunca saberá se o que disse foi bem traduzido.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Para além da língua, há outros problemas – problemas culturais – que persistem mesmo se as fronteiras entre os países são cada vez mais ténues. Cada povo tem a sua maneira de ser, o seu modo de vida, os seus usos e costumes, os seus valores e as suas convicções, a sua identidade cultural. E essa identidade condiciona sempre a comunicação entre pessoas oriundas de países muito diferentes.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">«É óbvio que não é com algumas linhas sobre diferenças culturais que se fica a conhecer determinada realidade com profundidade e correcção. É impossível conhecer plenamente uma cultura através da mera memorização do código de valores predominante. E, mesmo que fosse possível enumerar todos os tabus e todas as regras de conduta de um país, não haveria ainda assim um conhecimento pleno desse país. Toda a gente sabe que não é apenas decorando dicionários e gramáticas que se aprende a falar bem uma língua estrangeira.»</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Mas o conhecimento e, sobretudo, o respeito das diferenças, que separam povos e nações, culturas e continentes, ajudam a garantir o sucesso da organização de actos multiculturais. Estes são os dez erros a evitar quando lidar com entidades chinesas:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">1. Nunca perder a face</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">2. Não criticar ninguém</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">3. Não ter pressa nem mostrar impaciência</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">4. Não fazer gafes</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">5. Não elogiar em excesso</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">6. Não usar linguagem corporal errada</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">7. Não invadir a bolha de privacidade</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">8. Não se engane na fórmula de tratamento</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">9. Não ignorar a etiqueta à mesa</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">10. Não quebrar tabus nem superstições</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">___________________________________</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">1. Nunca perder a face</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">A característica mais importante da cultura chinesa é a preocupação confucionista de «não perder a face». (mianzi). Quem perde a face (ou a imagem positiva de si próprio) está perdido. Mas quem fez perder a face a um asiático também não fica melhor. Nunca critique nem ponha em causa ninguém em público.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">As perguntas devem ser formuladas cuidadosamente: «sim, não ou não sabe?». Os chineses não gostam de dizer que não para não perderem a face nem o fazerem a si perder a face. Se lhe responderem duas vezes que «é inconveniente», mais vale não insistir…</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Revelar desconhecimento é uma vergonha. Para não «perder a face», nenhum chinês confessará, por exemplo, que não percebe o que lhe está a dizer. Não pergunte ao taxista se sabe onde é o sítio X. Ele acenará com a cabeça e leva-o para onde calhar. Mais vale pedir no hotel para lhe escreverem a direcção do seu encontro numa folha de papel.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Em contrapartida, pode pedir desculpa se se enganar. Na China, um pedido de desculpas por um engano não é uma admissão de culpa e não faz perder a face: é considerado uma virtude ser o primeiro a fazê-lo, a fim de amenizar qualquer situação desagradável. A humildade, sinceridade e a cortesia são valores muito apreciados pelos chineses.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Em resumo, guardar a face e nunca fazer perder a face dos seus interlocutores é a regra de ouro. Fazer perder a face de alguém em frente do grupo, seja criticando, seja desrespeitando, seja insultando, é um erro lamentável e que impedirá a cooperação a partir desse momento. Mas, se pelo contrário, valorizar alguém à frente dos superiores isso será muito positivo. Na China, dá prestigio contribuir para o prestígio dos outros.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">2. Não criticar ninguém</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Uma das maiores dificuldades da comunicação inter-cultural é que todas as culturas se acham superiores às outras. Por isso é tão difícil para quem se encontra inserido num sistema de valores ocidentais perceber um sistema de valores orientais: «para quê perder tanto tempo?» Ou: «para que são necessários tantas vénias?». Mesmo questionando os valores das outras culturas, ninguém deve menosprezar o facto de que a cultura tem uma influência profunda na comunicação com chineses.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">É importante perceber que o continente asiático é muito influenciado pelo confucionismo, enquanto no Ocidente prevalece o humanismo. Ou seja, os ocidentais são mais individualistas e os orientais mais colectivistas. Esta filosofia de vida influencia qualquer negociação: o que interessa é o bem do grupo ou da organização.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Na China não se tomam decisões durante as negociações mas apenas em círculo fechado. Quem intervém durante a negociação não é a mesma pessoa que toma a decisão final e que assistiu à troca de argumentos com ar impenetrável, acenando a cabeça como se concordasse com tudo e o seu contrário. Na condução das negociações, os asiáticos são vagos, subtis e ambíguos por oposição à maioria dos ocidentais, habituados a um estilo mais directo, inequívoco e preciso.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Em O Mandarim de Eça de Queiroz, Teodoro descrevia de forma caricatural os chineses: «Amor dos cerimoniais meticulosos, o respeito burocrático das fórmulas, uma ponta de cepticismo letrado e também um abjecto terror do imperador, o ódio ao estrangeiro, o culto dos antepassados, o fanatismo da tradição, o gosto das coisas açucaradas». Na China, os rituais, a etiqueta e o protocolo continuam a ser fundamentais enquanto que noutras paragens, mais a ocidente, são considerados coisas do passado.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Não critique nada nem ninguém. Mais vale mudar de assunto quando não concordar e nunca deve irritar-se com demoras ou imprecisões. Por outro lado, criticar em público um elemento da sua equipa ou dizer mal do seu país também é muito mal visto. Quando um elemento do grupo cai em desgraça arrasta todo o grupo com ele. Trata-se mais uma vez da busca confucionista da harmonia e da necessidade de não fazer perder a face a ninguém.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Se lhe desapareceu qualquer coisa, nunca acuse ninguém nem diga que foi roubado. Mas, se se mostrar contristado e disser que não consegue encontrar o seu telemóvel, ou um objecto que herdou dos seus antepassados, ele talvez volte a aparecer…</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">3. Não ter pressa nem mostrar impaciência</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Para o norte americanos, “tempo é dinheiro”. Para os chineses, “tempo é tempo” e “dinheiro é dinheiro”. Na China acredita-se que a paciência é sinónimo de um carácter forte, sendo um valor acrescentado em qualquer negócio. Ninguém vai direito ao assunto, antes de muitos acenos, rodeios, formalidades e evasivas. Os chineses cultivam os silêncios e as pausas enquanto ponderam.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Os chineses dizem que os ocidentais estão sempre cheios de pressa e que preferem levar o contrato já assinado, mesmo que essa assinatura aconteça em cima do momento da partida, sem que tenha havido tempo para rever todos os pormenores. Por serem negociadores astutos e perseverantes, prolongam as negociações ao máximo e controlam o tempo e o rimo ao longo de todo o processo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Os chineses podem até assinar o contrato, mas é depois da assinatura que começam as verdadeiras negociações. Assinar um contrato para um chinês significa apenas que estabeleceu um relacionamento pessoal (guan xi) com o outro signatário e que, a partir desse momento, ambos podem pedir e esperar receber favores um do outro. Quando se consegue estabelecer este relacionamento pessoal, não se deve mudar de interlocutor. Se o fizer, a relação comercial começa do zero.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">“Guanxi” é uma expressão fundamental, que designa a complexa rede de relações indispensáveis ao funcionamento social, político e organizacional na China. No relacionamento com chineses há como que uma conta corrente que deve estar sempre equilibrada. Se lhe dão um presente, deve retribuir; se o convidam, deve fazer o mesmo. Se pedir um favor, vai contrair uma obrigação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Não tente queimar etapas e apresentar-se directamente a um chinês. É preferível ser apresentado por um conhecimento comum. Para um chinês o conhecimento pessoal, a ética e a confiança são fundamentais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">4. Não fazer gafes</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">As comparações são sempre de evitar. Mas confundir a cultura chinesa com a japonesa é uma gafe imperdoável. Os chineses orgulham-se de ser a civilização mais antiga do mundo, com mais de quatro mil anos de história. Consideram que as grandes invenções são feitas por chineses e que os japoneses se limitam a introduzir alterações mas não conseguem inventar nada. E, de facto, foram os chineses que inventaram a pólvora (além do papel, do compasso, da bússola, da impressão de livros, etc.).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Em relação aos rituais, convém informar-se antes do que deve ou não deve ser feito para granjear a boa vontade dos seus interlocutores. O protocolo de qualquer negociação é muito rígido: a delegação visitante deve entrar a sala precedida pelo chefe da delegação. Este deve começar por cumprimentar na sala o líder ou a pessoa mais velha. A cultura chinesa trata com deferência as pessoas mais velhas e por isso a fila para os cumprimentos, mesmo que se trate apenas de uma reunião de negócios, é sempre alinhada a partir do líder ou da pessoa mais velha até aos mais novos. O chefe da delegação costuma ficar sentado no topo da mesa virado para a porta.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">As negociações são longas e precedidas de muito chá e simpatia. Deve esperar que o seu anfitrião o interrogue sobre o que quer falar antes de entrar no assunto. As mulheres estão plenamente emancipadas e, ao contrário do que sucede no Japão, as suas opiniões são tidas em conta. Muitas ocupam cargos de decisão, sendo tratadas de acordo com a sua posição hierárquica.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Se levar uma equipa para as negociações (e deve fazê-lo para não ficar em desvantagem), tenha a preocupação de hierarquizar os seus membros, para facilitar a colocação à mesa. Se forem todos do mesmo nível, o critério será a idade. Os membros da sua delegação devem ter o mesmo estatuto hierárquico da delegação chinesa. E é preferível haver um porta-voz, para que nenhum membro da delegação contradiga o que outro já disse.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">5. Não elogiar em excesso</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">A humildade e a modéstia são virtudes muito apreciadas pelos chineses, que reagem mal quando os elogiamos. Aceite com humildade os elogios, se os fizerem, dizendo sempre que não é merecedor e não elogie nenhuma parte do corpo de um chinês.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Ao entregar a sua oferta deve sempre pedir desculpa pela modéstia da mesma, que não é digna da pessoa que a vai receber. É tradicional, na cultura chinesa, pedir desculpa pela modéstia da oferta mesmo que esta seja magnífica. Uma médica chinesa a trabalhar em Portugal convidou uns amigos para jantar. Quando os convidados chegaram, ela desfez-se em desculpas por não ter grande coisa para lhes oferecer. Eles acharam que deviam desdramatizar e ofereceram-se para a levar a jantar fora. O quiproquó só se desfez quando passaram para a sala de jantar e viram o “banquete”, que ela passara a tarde a preparar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">6. Não usar linguagem corporal errada</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Os chineses dizem que os ocidentais são muito superficiais, porque acreditam naquilo que os outros dizem. Mais importante do que aquilo que se diz para os chineses é a forma como se diz. E também aquilo que não se diz.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Mesmo que haja um intérprete, não deve falar a olhar para o intérprete, mas para o chefe da delegação chinesa. Não o ignore, mesmo que ele não perceba uma palavra de português, fale na direcção dele e olhe para ele discretamente, enquanto o intérprete traduz.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Esteja muito atento à linguagem corporal e saiba que, se o seu interlocutor abanar a cabeça enquanto o ouve, isso significa apenas que ele o está a ouvir. Os chineses cultivam o silêncio e a arte de «mascar sementes de girassol», ou seja, ter tempo para ponderar, meditar e compreender antes de tomar qualquer decisão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Não basta por isso ter cuidado com o que se diz – mas também com o que se faz. Na maior parte dos países apontar com um dedo ou andar com as mãos nos bolsos é sinal de má educação. Mas na China, além destes gestos, também se deve evitar tocar no braço do interlocutor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Por outro lado, tudo o que se ouviu dizer, a ocidente, sobre a importância de manter o contacto visual, deve ser esquecido. Na China nunca deve olhar fixamente para os olhos da pessoa com quem se fala. A menos que o propósito seja embaraçá-la. O sorriso naquelas paragens não é sinal de alegria ou simpatia, mas de constrangimento. E olhar fixamente para os olhos do seu interlocutor pode ser interpretado como um confronto hostil.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Nunca se irrite nem levante a voz. As confrontações são de evitar, o objectivo a atingir é sempre o consenso e a harmonia. Se tiver de transmitir más noticia use um intermediário. A harmonia é um valor a preservar em todas as circunstâncias.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">7. Não invadir a bolha de privacidade</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">A antiga etiqueta chinesa proibia qualquer contacto físico e os chineses continuam a cultivar a distância física. Hoje dão apertos de mão aos estrangeiros mas apenas ao serem-lhe apresentados. O aperto de mão não é enérgico mas leve e mais prolongado do que o ocidental. Apertam a mão e inclinam a cabeça ao mesmo tempo. E entre eles continuam a utilizar o “kow tow”, as três vénias. A vénia é uma demonstração de respeito pela pessoa que cumprimenta.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">A demonstração pública de afecto entre pessoas de sexo diferente ainda continua a ser rara. Evite abraços, palmadas nas costas e grandes efusões de alegria. Mantenha a distância e evite tocar no braço do seu interlocutor mesmo quando lhe tem de indicar o caminho.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">8. Não se engane na fórmula de tratamento</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">A língua oficial é o chinês, baseado no dialecto mandarim. Mas muitos chineses falam outros dialectos, como o cantonês. È aconselhável aprender algumas expressões mas tenha cuidado ao utilizá-las. Há uma forma de dizer« bom dia» conforme se dirige a um superior ou um inferior hierárquico, uma pessoa mais velha ou mais nova, etc. Além disso na língua chinesa não existem tempos de verbos e é preciso ter cuidado com as traduções. É necessário juntar expressões como “agora”, “amanhã” ou “ontem” ao verbo “comprar”, por exemplo, para se perceber se ”está a pensar comprar” “comprou”, “vai comprar” ou “está a comprar”. Use um tradutor qualificado: cada palavra chinesa pode ter muitos significados dependendo do tom em que é dita.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Os chineses apreciam muito os títulos (Director, Engenheiro, Presidente, etc.) seguidos do sobrenome. Apesar da China ser um regime comunista, não deve tratar ninguém por Camarada, a não ser que pertença ao Partido Comunista. Os chineses tratam-se pelo sobrenome e nunca pelo nome próprio ou alcunha. Só os amigos íntimos e familiares é que se tratam pelo nome próprio.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Os sobrenomes chineses vêm à frente do nome, diferenciando-se de Portugal e do Brasil, onde o sobrenome vem após o nome. Mais um reflexo da cultura colectivista chinesa: o nome de família é mais importante do que o nome individual e por isso aparece primeiro. Muitas vezes há um nome geracional que pode aparecer ligado por um hífen ao nome próprio ou separadamente Li (sobrenome) Huang (geracional) Fung (nome próprio) ou Li Huang-fung. Li é o sobrenome mais comum na China e significa «ameixieira».</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Ao falar com uma pessoa mais velha, é sinal de respeito anteceder o apelido de «lao» (velho). O respeito pelos mais velhos faz com que a idade seja mais importante do que a hierarquia ou o sexo: apresenta-se sempre a pessoa mais nova à mais velha, seja homem ou mulher. Numa auto-apresentação, a iniciativa deve partir do mais importante. Deve indicar, além do nome, o cargo, título académico, etc.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Leve muitos cartões de visita, se possível escritos nas duas línguas. É um instrumento de trabalho indispensável. Não abrevie nada e inclua o seu cargo ou posição dentro da empresa. Se o logótipo da sua empresa for dourado, isso será muito apreciado por ser sinal de prestígio.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">O cartão será observado com toda a atenção, visto tratar-se de um país onde se cultiva a hierarquia. Entrega-se segurando com as duas mãos e virado de modo a que o seu interlocutor possa ler o seu nome (de preferência escrito em mandarim ou cantonês). Se o seu interlocutor lhe entregar o cartão de visita dele, observe-o atentamente, pois ele representa a pessoa que está na sua frente, e coloque-o em cima da mesa em local visível para futura referência e nunca no bolso. Para um ocidental, o cartão é apenas um papel, mas para um chinês é um documento importante.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">9. Não ignorar a etiqueta à mesa</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">É muito importante ser pontual: a pontualidade representa o respeito pelo compromisso assumido. Desmarcar em cima da hora é falta de respeito em qualquer lado, mas, na China, é uma ofensa gravíssima.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">O convite para um jantar deve ser repetido três vezes até ser aceite. Não é costume convidar para casa e sim para restaurantes e deve retribuir convidando para o restaurante do seu hotel. O anfitrião chinês senta-se junto da porta para dar ordens aos empregados e cede a presidência ao convidado de honra, que fica sentado no topo da mesa, virado de frente para a porta. Ao chegar junto da porta não deve passar automaticamente à frente do seu anfitrião mesmo que ele lhe faça sinal para passar. É de bom tom recusar três vezes a passagem e depois fazê-lo, agradecendo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Em caso de dúvida, mais vale perguntar. Não se guie pelo instinto. Aquilo que é considerado boas maneiras num país pode ser ofensivo no país vizinho. Em relação ao comportamento à mesa, por exemplo, há gestos, ruídos, atitudes que os ocidentais teriam dificuldade em aceitar mas que são comuns na China.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Não peça água, pois é considerado um insulto não beber vinho. Se for abstémio, mais vale dizer que está proibido pelo seu médico de tocar numa gota de álcool ou que está a tomar antibiótico. Quando dizem «Kampé», é um convite, ou melhor, uma ordem para beber. O anfitrião é o primeiro a comer e a dar sinal de levantar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Deve tentar comer com pauzinhos, mesmo que haja garfos na mesa. Mas coloque-os sempre em cima do apoio que está ao lado do prato: espetá-los no arroz ou colocá-los paralelos em cima da tigela dá azar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Sirva-se das toalhas húmidas que lhe oferecerem para limpar as mãos e a cara, mas não peça guardanapos se não estiverem na mesa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">10. Não quebrar tabus nem superstições</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Os chineses são muito supersticiosos e seguem rigorosamente as leis do «feng shui» ou da astrologia antes de tomarem qualquer decisão. Evite criticar ou mostrar um ar de descrédito se lhe explicarem que o dia que escolheu para a reunião não é de bom augúrio ou que tem de colocar uma fonte com água a correr na entrada do seu novo escritório.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Se lhe oferecerem um presente e não tiver nada para retribuir, não deve aceitar para não fazer perder a face. A troca de pequenas ofertas faz parte do processo de “guan xi”. O anfitrião começa por dar um presente ao convidado, grato pela aceitação do convite. Agradeça o presente, mas não desembrulhe. Retribua entregando os seus presentes (sendo o maior para chefe ou anfitrião), todos embrulhados em papel dourado, cor da prosperidade, ou encarnado, cor da alegria. O azul-cobalto e o branco são as cores associadas ao luto e aos cemitérios, devendo ser evitadas, mesmo em embrulhos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Também deve ser evitado o oferecimento de chapéus ou bonés de cor verde, pois significa ”marido traído”. As cores na China têm um código simbólico muito complicado e mais vale optar sempre pelo encarnado e dourado, que são cores muito apreciadas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Nunca deve dar flores em número par nem usar crisântemos na decoração. E nunca deve dar quatro objectos, sejam eles flores ou livros. O ideograma que representa a palavra quatro (“shi”) é igual ao que representa a palavra morte. O número 8, em contrapartida, é muito recomendado pois sugere prosperidade e evoca o infinito. Os números múltiplos de cinco também são recomendados.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Nunca ofereça relógios de parede ou de mesa. Em chinês, “oferecer um relógio”, mesmo que seja um utilíssimo despertador, significa “assistir um parente moribundo”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Se o símbolo da sua companhia for uma cegonha mais vale não o colocar no cartão de visita: no ocidente a cegonha está associada aos nascimentos, mas no oriente está associada à morte.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">___________</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Para sintetizar aquilo que disse sobre o encontro da cultura ocidental com a cultura oriental, termino com dois provérbios. Os portugueses, que não desistem à primeira dificuldade, dizem que “água mole em pedra dura, tanto dá até que fura”. Ao que os chineses respondem, com ar seráfico, que “ser pedra à fácil, difícil é ser vidro”&#8230;</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">Espero que os desafios da multiculturalidade colocados pela globalização em que vivemos não nos impeçam de ultrapassar as diferenças e que este congresso nos ajude a trilhar as novas rotas de um cerimonial que procura adaptar-se aos novos tempos não ignorando crenças, convicções e costumes alheios.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">XII CONCEP – Natal-RN- Brasil</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; text-align: justify;">26-28 de Outubro de 2005</div>
<p style="text-align: justify;">Por: Isabel Amaral</p>
<p>Presidente da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo</p>
<p>A atenção crescente que se vem prestando ao valor das relações humanas, dos seus requisitos, manifestações e rituais levou a um interesse ainda maior pelas questões do protocolo, traduzido no número crescente de empresas que recorrem à consultoria nesta área antes de lançarem os seus quadros num novo mercado.</p>
<p>Cada mercado tem as suas leis e tentar entrar num mercado diferente sem conhecer as regras do jogo é o mesmo que decidir sentar-se a uma mesa de “bridge” pensando que o jogo não deve ser muito diferente da “canasta”. Ora a diferença é abissal. Ignorá-la é abrir a porta a humilhações e derrotas que podem, e devem, ser evitadas»</p>
<p>«A cultura permite organizar a actividade do grupo e, sobretudo, permite prever o comportamento de vários elementos do grupo. Conhecendo as regras do jogo é mais fácil as pessoas desse grupo relacionarem-se entre si e viver em harmonia e segurança. Como a cultura de um grupo inclui um sistema de valores e esse sistema contém sempre uma imagem da sua própria excelência, as interferências mais difíceis de eliminar são, de facto, as sociais ou culturais.</p>
<p>Quando se ultrapassam as fronteiras do grupo, quando se tenta estabelecer uma comunicação inter-cultural, as crenças são desafiadas. Confrontados com um sistema de valores diferente, os elementos do grupo ficam desnorteados e sentem-se ameaçados.»</p>
<p>Lidar com visitantes que têm hábitos e culturas muito diferentes das nossas não é, por isso, tarefa fácil. Ainda que nos tenham assegurado que a globalização ia transformar o vasto mundo numa pequena aldeia, persistem distâncias, diferenças e dificuldades que é preciso ultrapassar para se obterem os resultados desejados.</p>
<p>Um dos problemas é o da língua. O chinês é uma língua extremamente difícil. Apesar de haver uma língua escrita, que todos conseguem ler, em cada região se lê de maneira diferente e nem os chineses se entendem a falar entre si. Claro que a comunicação é sempre possível entre pessoas que falam línguas diferentes, por intermédio de um intérprete. Mas na China nunca saberá se o que disse foi bem traduzido.</p>
<p>Para além da língua, há outros problemas – problemas culturais – que persistem mesmo se as fronteiras entre os países são cada vez mais ténues. Cada povo tem a sua maneira de ser, o seu modo de vida, os seus usos e costumes, os seus valores e as suas convicções, a sua identidade cultural. E essa identidade condiciona sempre a comunicação entre pessoas oriundas de países muito diferentes.</p>
<p>«É óbvio que não é com algumas linhas sobre diferenças culturais que se fica a conhecer determinada realidade com profundidade e correcção. É impossível conhecer plenamente uma cultura através da mera memorização do código de valores predominante. E, mesmo que fosse possível enumerar todos os tabus e todas as regras de conduta de um país, não haveria ainda assim um conhecimento pleno desse país. Toda a gente sabe que não é apenas decorando dicionários e gramáticas que se aprende a falar bem uma língua estrangeira.»</p>
<p>Mas o conhecimento e, sobretudo, o respeito das diferenças, que separam povos e nações, culturas e continentes, ajudam a garantir o sucesso da organização de actos multiculturais. Estes são os dez erros a evitar quando lidar com entidades chinesas:</p>
<p>1. Nunca perder a face</p>
<p>2. Não criticar ninguém</p>
<p>3. Não ter pressa nem mostrar impaciência</p>
<p>4. Não fazer gafes</p>
<p>5. Não elogiar em excesso</p>
<p>6. Não usar linguagem corporal errada</p>
<p>7. Não invadir a bolha de privacidade</p>
<p>8. Não se engane na fórmula de tratamento</p>
<p>9. Não ignorar a etiqueta à mesa</p>
<p>10. Não quebrar tabus nem superstições</p>
<p>___________________________________</p>
<p>1. Nunca perder a face</p>
<p>A característica mais importante da cultura chinesa é a preocupação confucionista de «não perder a face». (mianzi). Quem perde a face (ou a imagem positiva de si próprio) está perdido. Mas quem fez perder a face a um asiático também não fica melhor. Nunca critique nem ponha em causa ninguém em público.</p>
<p>As perguntas devem ser formuladas cuidadosamente: «sim, não ou não sabe?». Os chineses não gostam de dizer que não para não perderem a face nem o fazerem a si perder a face. Se lhe responderem duas vezes que «é inconveniente», mais vale não insistir…</p>
<p>Revelar desconhecimento é uma vergonha. Para não «perder a face», nenhum chinês confessará, por exemplo, que não percebe o que lhe está a dizer. Não pergunte ao taxista se sabe onde é o sítio X. Ele acenará com a cabeça e leva-o para onde calhar. Mais vale pedir no hotel para lhe escreverem a direcção do seu encontro numa folha de papel.</p>
<p>Em contrapartida, pode pedir desculpa se se enganar. Na China, um pedido de desculpas por um engano não é uma admissão de culpa e não faz perder a face: é considerado uma virtude ser o primeiro a fazê-lo, a fim de amenizar qualquer situação desagradável. A humildade, sinceridade e a cortesia são valores muito apreciados pelos chineses.</p>
<p>Em resumo, guardar a face e nunca fazer perder a face dos seus interlocutores é a regra de ouro. Fazer perder a face de alguém em frente do grupo, seja criticando, seja desrespeitando, seja insultando, é um erro lamentável e que impedirá a cooperação a partir desse momento. Mas, se pelo contrário, valorizar alguém à frente dos superiores isso será muito positivo. Na China, dá prestigio contribuir para o prestígio dos outros.</p>
<p>2. Não criticar ninguém</p>
<p>Uma das maiores dificuldades da comunicação inter-cultural é que todas as culturas se acham superiores às outras. Por isso é tão difícil para quem se encontra inserido num sistema de valores ocidentais perceber um sistema de valores orientais: «para quê perder tanto tempo?» Ou: «para que são necessários tantas vénias?». Mesmo questionando os valores das outras culturas, ninguém deve menosprezar o facto de que a cultura tem uma influência profunda na comunicação com chineses.</p>
<p>É importante perceber que o continente asiático é muito influenciado pelo confucionismo, enquanto no Ocidente prevalece o humanismo. Ou seja, os ocidentais são mais individualistas e os orientais mais colectivistas. Esta filosofia de vida influencia qualquer negociação: o que interessa é o bem do grupo ou da organização.</p>
<p>Na China não se tomam decisões durante as negociações mas apenas em círculo fechado. Quem intervém durante a negociação não é a mesma pessoa que toma a decisão final e que assistiu à troca de argumentos com ar impenetrável, acenando a cabeça como se concordasse com tudo e o seu contrário. Na condução das negociações, os asiáticos são vagos, subtis e ambíguos por oposição à maioria dos ocidentais, habituados a um estilo mais directo, inequívoco e preciso.</p>
<p>Em O Mandarim de Eça de Queiroz, Teodoro descrevia de forma caricatural os chineses: «Amor dos cerimoniais meticulosos, o respeito burocrático das fórmulas, uma ponta de cepticismo letrado e também um abjecto terror do imperador, o ódio ao estrangeiro, o culto dos antepassados, o fanatismo da tradição, o gosto das coisas açucaradas». Na China, os rituais, a etiqueta e o protocolo continuam a ser fundamentais enquanto que noutras paragens, mais a ocidente, são considerados coisas do passado.</p>
<p>Não critique nada nem ninguém. Mais vale mudar de assunto quando não concordar e nunca deve irritar-se com demoras ou imprecisões. Por outro lado, criticar em público um elemento da sua equipa ou dizer mal do seu país também é muito mal visto. Quando um elemento do grupo cai em desgraça arrasta todo o grupo com ele. Trata-se mais uma vez da busca confucionista da harmonia e da necessidade de não fazer perder a face a ninguém.</p>
<p>Se lhe desapareceu qualquer coisa, nunca acuse ninguém nem diga que foi roubado. Mas, se se mostrar contristado e disser que não consegue encontrar o seu telemóvel, ou um objecto que herdou dos seus antepassados, ele talvez volte a aparecer…</p>
<p>3. Não ter pressa nem mostrar impaciência</p>
<p>Para o norte americanos, “tempo é dinheiro”. Para os chineses, “tempo é tempo” e “dinheiro é dinheiro”. Na China acredita-se que a paciência é sinónimo de um carácter forte, sendo um valor acrescentado em qualquer negócio. Ninguém vai direito ao assunto, antes de muitos acenos, rodeios, formalidades e evasivas. Os chineses cultivam os silêncios e as pausas enquanto ponderam.</p>
<p>Os chineses dizem que os ocidentais estão sempre cheios de pressa e que preferem levar o contrato já assinado, mesmo que essa assinatura aconteça em cima do momento da partida, sem que tenha havido tempo para rever todos os pormenores. Por serem negociadores astutos e perseverantes, prolongam as negociações ao máximo e controlam o tempo e o rimo ao longo de todo o processo.</p>
<p>Os chineses podem até assinar o contrato, mas é depois da assinatura que começam as verdadeiras negociações. Assinar um contrato para um chinês significa apenas que estabeleceu um relacionamento pessoal (guan xi) com o outro signatário e que, a partir desse momento, ambos podem pedir e esperar receber favores um do outro. Quando se consegue estabelecer este relacionamento pessoal, não se deve mudar de interlocutor. Se o fizer, a relação comercial começa do zero.</p>
<p>“Guanxi” é uma expressão fundamental, que designa a complexa rede de relações indispensáveis ao funcionamento social, político e organizacional na China. No relacionamento com chineses há como que uma conta corrente que deve estar sempre equilibrada. Se lhe dão um presente, deve retribuir; se o convidam, deve fazer o mesmo. Se pedir um favor, vai contrair uma obrigação.</p>
<p>Não tente queimar etapas e apresentar-se directamente a um chinês. É preferível ser apresentado por um conhecimento comum. Para um chinês o conhecimento pessoal, a ética e a confiança são fundamentais.</p>
<p>4. Não fazer gafes</p>
<p>As comparações são sempre de evitar. Mas confundir a cultura chinesa com a japonesa é uma gafe imperdoável. Os chineses orgulham-se de ser a civilização mais antiga do mundo, com mais de quatro mil anos de história. Consideram que as grandes invenções são feitas por chineses e que os japoneses se limitam a introduzir alterações mas não conseguem inventar nada. E, de facto, foram os chineses que inventaram a pólvora (além do papel, do compasso, da bússola, da impressão de livros, etc.).</p>
<p>Em relação aos rituais, convém informar-se antes do que deve ou não deve ser feito para granjear a boa vontade dos seus interlocutores. O protocolo de qualquer negociação é muito rígido: a delegação visitante deve entrar a sala precedida pelo chefe da delegação. Este deve começar por cumprimentar na sala o líder ou a pessoa mais velha. A cultura chinesa trata com deferência as pessoas mais velhas e por isso a fila para os cumprimentos, mesmo que se trate apenas de uma reunião de negócios, é sempre alinhada a partir do líder ou da pessoa mais velha até aos mais novos. O chefe da delegação costuma ficar sentado no topo da mesa virado para a porta.</p>
<p>As negociações são longas e precedidas de muito chá e simpatia. Deve esperar que o seu anfitrião o interrogue sobre o que quer falar antes de entrar no assunto. As mulheres estão plenamente emancipadas e, ao contrário do que sucede no Japão, as suas opiniões são tidas em conta. Muitas ocupam cargos de decisão, sendo tratadas de acordo com a sua posição hierárquica.</p>
<p>Se levar uma equipa para as negociações (e deve fazê-lo para não ficar em desvantagem), tenha a preocupação de hierarquizar os seus membros, para facilitar a colocação à mesa. Se forem todos do mesmo nível, o critério será a idade. Os membros da sua delegação devem ter o mesmo estatuto hierárquico da delegação chinesa. E é preferível haver um porta-voz, para que nenhum membro da delegação contradiga o que outro já disse.</p>
<p>5. Não elogiar em excesso</p>
<p>A humildade e a modéstia são virtudes muito apreciadas pelos chineses, que reagem mal quando os elogiamos. Aceite com humildade os elogios, se os fizerem, dizendo sempre que não é merecedor e não elogie nenhuma parte do corpo de um chinês.</p>
<p>Ao entregar a sua oferta deve sempre pedir desculpa pela modéstia da mesma, que não é digna da pessoa que a vai receber. É tradicional, na cultura chinesa, pedir desculpa pela modéstia da oferta mesmo que esta seja magnífica. Uma médica chinesa a trabalhar em Portugal convidou uns amigos para jantar. Quando os convidados chegaram, ela desfez-se em desculpas por não ter grande coisa para lhes oferecer. Eles acharam que deviam desdramatizar e ofereceram-se para a levar a jantar fora. O quiproquó só se desfez quando passaram para a sala de jantar e viram o “banquete”, que ela passara a tarde a preparar.</p>
<p>6. Não usar linguagem corporal errada</p>
<p>Os chineses dizem que os ocidentais são muito superficiais, porque acreditam naquilo que os outros dizem. Mais importante do que aquilo que se diz para os chineses é a forma como se diz. E também aquilo que não se diz.</p>
<p>Mesmo que haja um intérprete, não deve falar a olhar para o intérprete, mas para o chefe da delegação chinesa. Não o ignore, mesmo que ele não perceba uma palavra de português, fale na direcção dele e olhe para ele discretamente, enquanto o intérprete traduz.</p>
<p>Esteja muito atento à linguagem corporal e saiba que, se o seu interlocutor abanar a cabeça enquanto o ouve, isso significa apenas que ele o está a ouvir. Os chineses cultivam o silêncio e a arte de «mascar sementes de girassol», ou seja, ter tempo para ponderar, meditar e compreender antes de tomar qualquer decisão.</p>
<p>Não basta por isso ter cuidado com o que se diz – mas também com o que se faz. Na maior parte dos países apontar com um dedo ou andar com as mãos nos bolsos é sinal de má educação. Mas na China, além destes gestos, também se deve evitar tocar no braço do interlocutor.</p>
<p>Por outro lado, tudo o que se ouviu dizer, a ocidente, sobre a importância de manter o contacto visual, deve ser esquecido. Na China nunca deve olhar fixamente para os olhos da pessoa com quem se fala. A menos que o propósito seja embaraçá-la. O sorriso naquelas paragens não é sinal de alegria ou simpatia, mas de constrangimento. E olhar fixamente para os olhos do seu interlocutor pode ser interpretado como um confronto hostil.</p>
<p>Nunca se irrite nem levante a voz. As confrontações são de evitar, o objectivo a atingir é sempre o consenso e a harmonia. Se tiver de transmitir más noticia use um intermediário. A harmonia é um valor a preservar em todas as circunstâncias.</p>
<p>7. Não invadir a bolha de privacidade</p>
<p>A antiga etiqueta chinesa proibia qualquer contacto físico e os chineses continuam a cultivar a distância física. Hoje dão apertos de mão aos estrangeiros mas apenas ao serem-lhe apresentados. O aperto de mão não é enérgico mas leve e mais prolongado do que o ocidental. Apertam a mão e inclinam a cabeça ao mesmo tempo. E entre eles continuam a utilizar o “kow tow”, as três vénias. A vénia é uma demonstração de respeito pela pessoa que cumprimenta.</p>
<p>A demonstração pública de afecto entre pessoas de sexo diferente ainda continua a ser rara. Evite abraços, palmadas nas costas e grandes efusões de alegria. Mantenha a distância e evite tocar no braço do seu interlocutor mesmo quando lhe tem de indicar o caminho.</p>
<p>8. Não se engane na fórmula de tratamento</p>
<p>A língua oficial é o chinês, baseado no dialecto mandarim. Mas muitos chineses falam outros dialectos, como o cantonês. È aconselhável aprender algumas expressões mas tenha cuidado ao utilizá-las. Há uma forma de dizer« bom dia» conforme se dirige a um superior ou um inferior hierárquico, uma pessoa mais velha ou mais nova, etc. Além disso na língua chinesa não existem tempos de verbos e é preciso ter cuidado com as traduções. É necessário juntar expressões como “agora”, “amanhã” ou “ontem” ao verbo “comprar”, por exemplo, para se perceber se ”está a pensar comprar” “comprou”, “vai comprar” ou “está a comprar”. Use um tradutor qualificado: cada palavra chinesa pode ter muitos significados dependendo do tom em que é dita.</p>
<p>Os chineses apreciam muito os títulos (Director, Engenheiro, Presidente, etc.) seguidos do sobrenome. Apesar da China ser um regime comunista, não deve tratar ninguém por Camarada, a não ser que pertença ao Partido Comunista. Os chineses tratam-se pelo sobrenome e nunca pelo nome próprio ou alcunha. Só os amigos íntimos e familiares é que se tratam pelo nome próprio.</p>
<p>Os sobrenomes chineses vêm à frente do nome, diferenciando-se de Portugal e do Brasil, onde o sobrenome vem após o nome. Mais um reflexo da cultura colectivista chinesa: o nome de família é mais importante do que o nome individual e por isso aparece primeiro. Muitas vezes há um nome geracional que pode aparecer ligado por um hífen ao nome próprio ou separadamente Li (sobrenome) Huang (geracional) Fung (nome próprio) ou Li Huang-fung. Li é o sobrenome mais comum na China e significa «ameixieira».</p>
<p>Ao falar com uma pessoa mais velha, é sinal de respeito anteceder o apelido de «lao» (velho). O respeito pelos mais velhos faz com que a idade seja mais importante do que a hierarquia ou o sexo: apresenta-se sempre a pessoa mais nova à mais velha, seja homem ou mulher. Numa auto-apresentação, a iniciativa deve partir do mais importante. Deve indicar, além do nome, o cargo, título académico, etc.</p>
<p>Leve muitos cartões de visita, se possível escritos nas duas línguas. É um instrumento de trabalho indispensável. Não abrevie nada e inclua o seu cargo ou posição dentro da empresa. Se o logótipo da sua empresa for dourado, isso será muito apreciado por ser sinal de prestígio.</p>
<p>O cartão será observado com toda a atenção, visto tratar-se de um país onde se cultiva a hierarquia. Entrega-se segurando com as duas mãos e virado de modo a que o seu interlocutor possa ler o seu nome (de preferência escrito em mandarim ou cantonês). Se o seu interlocutor lhe entregar o cartão de visita dele, observe-o atentamente, pois ele representa a pessoa que está na sua frente, e coloque-o em cima da mesa em local visível para futura referência e nunca no bolso. Para um ocidental, o cartão é apenas um papel, mas para um chinês é um documento importante.</p>
<p>9. Não ignorar a etiqueta à mesa</p>
<p>É muito importante ser pontual: a pontualidade representa o respeito pelo compromisso assumido. Desmarcar em cima da hora é falta de respeito em qualquer lado, mas, na China, é uma ofensa gravíssima.</p>
<p>O convite para um jantar deve ser repetido três vezes até ser aceite. Não é costume convidar para casa e sim para restaurantes e deve retribuir convidando para o restaurante do seu hotel. O anfitrião chinês senta-se junto da porta para dar ordens aos empregados e cede a presidência ao convidado de honra, que fica sentado no topo da mesa, virado de frente para a porta. Ao chegar junto da porta não deve passar automaticamente à frente do seu anfitrião mesmo que ele lhe faça sinal para passar. É de bom tom recusar três vezes a passagem e depois fazê-lo, agradecendo.</p>
<p>Em caso de dúvida, mais vale perguntar. Não se guie pelo instinto. Aquilo que é considerado boas maneiras num país pode ser ofensivo no país vizinho. Em relação ao comportamento à mesa, por exemplo, há gestos, ruídos, atitudes que os ocidentais teriam dificuldade em aceitar mas que são comuns na China.</p>
<p>Não peça água, pois é considerado um insulto não beber vinho. Se for abstémio, mais vale dizer que está proibido pelo seu médico de tocar numa gota de álcool ou que está a tomar antibiótico. Quando dizem «Kampé», é um convite, ou melhor, uma ordem para beber. O anfitrião é o primeiro a comer e a dar sinal de levantar.</p>
<p>Deve tentar comer com pauzinhos, mesmo que haja garfos na mesa. Mas coloque-os sempre em cima do apoio que está ao lado do prato: espetá-los no arroz ou colocá-los paralelos em cima da tigela dá azar.</p>
<p>Sirva-se das toalhas húmidas que lhe oferecerem para limpar as mãos e a cara, mas não peça guardanapos se não estiverem na mesa.</p>
<p>10. Não quebrar tabus nem superstições</p>
<p>Os chineses são muito supersticiosos e seguem rigorosamente as leis do «feng shui» ou da astrologia antes de tomarem qualquer decisão. Evite criticar ou mostrar um ar de descrédito se lhe explicarem que o dia que escolheu para a reunião não é de bom augúrio ou que tem de colocar uma fonte com água a correr na entrada do seu novo escritório.</p>
<p>Se lhe oferecerem um presente e não tiver nada para retribuir, não deve aceitar para não fazer perder a face. A troca de pequenas ofertas faz parte do processo de “guan xi”. O anfitrião começa por dar um presente ao convidado, grato pela aceitação do convite. Agradeça o presente, mas não desembrulhe. Retribua entregando os seus presentes (sendo o maior para chefe ou anfitrião), todos embrulhados em papel dourado, cor da prosperidade, ou encarnado, cor da alegria. O azul-cobalto e o branco são as cores associadas ao luto e aos cemitérios, devendo ser evitadas, mesmo em embrulhos.</p>
<p>Também deve ser evitado o oferecimento de chapéus ou bonés de cor verde, pois significa ”marido traído”. As cores na China têm um código simbólico muito complicado e mais vale optar sempre pelo encarnado e dourado, que são cores muito apreciadas.</p>
<p>Nunca deve dar flores em número par nem usar crisântemos na decoração. E nunca deve dar quatro objectos, sejam eles flores ou livros. O ideograma que representa a palavra quatro (“shi”) é igual ao que representa a palavra morte. O número 8, em contrapartida, é muito recomendado pois sugere prosperidade e evoca o infinito. Os números múltiplos de cinco também são recomendados.</p>
<p>Nunca ofereça relógios de parede ou de mesa. Em chinês, “oferecer um relógio”, mesmo que seja um utilíssimo despertador, significa “assistir um parente moribundo”.</p>
<p>Se o símbolo da sua companhia for uma cegonha mais vale não o colocar no cartão de visita: no ocidente a cegonha está associada aos nascimentos, mas no oriente está associada à morte.</p>
<p>___________</p>
<p>Para sintetizar aquilo que disse sobre o encontro da cultura ocidental com a cultura oriental, termino com dois provérbios. Os portugueses, que não desistem à primeira dificuldade, dizem que “água mole em pedra dura, tanto dá até que fura”. Ao que os chineses respondem, com ar seráfico, que “ser pedra à fácil, difícil é ser vidro”&#8230;</p>
<p>Espero que os desafios da multiculturalidade colocados pela globalização em que vivemos não nos impeçam de ultrapassar as diferenças e que este congresso nos ajude a trilhar as novas rotas de um cerimonial que procura adaptar-se aos novos tempos não ignorando crenças, convicções e costumes alheios.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>XII CONCEP – Natal-RN- Brasil</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>26-28 de Outubro de 2005</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.elianeubillus.com/noticias/artigos/recebendo-visitantes-chineses-dez-erros-a-evitar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<p align="center"><font size="1">
<font color="#FFFFFF">&nbsp;</font><span lang="ar-sa"><a href="http://www.3trqatar.com"><font color="#FFFFFF">&#1602;&#1591;&#1585;</font></a><font color="#FFFFFF">&nbsp;</font><a title="&#1588;&#1575;&#1578; &#1575;&#1604;&#1576;&#1581;&#1585;&#1610;&#1606;" href="http://www.chatbh.net"><font color="#FFFFFF">&#1588;&#1575;&#1578; 
&#1575;&#1604;&#1576;&#1581;&#1585;&#1610;&#1606;</font></a><font color="#FFFFFF">&nbsp; </font> <a title="&#1588;&#1575;&#1578; &#1602;&#1591;&#1585;" href="http://www.chatqa.com">
<font color="#FFFFFF">
&#1588;&#1575;&#1578; &#1602;&#1591;&#1585;</font></a><font color="#FFFFFF"> </font> <a title="&#1588;&#1575;&#1578; &#1589;&#1608;&#1578;&#1610;" href="http://www.3trqatar.com">
<font color="#FFFFFF">&#1588;&#1575;&#1578; &#1589;&#1608;&#1578;&#1610;</font></a></span><font color="#FFFFFF"> </font> <span lang="ar-sa">
<a title="&#1583;&#1585;&#1583;&#1588;&#1607;" href="http://www.chatqa.com"><font color="#FFFFFF">&#1583;&#1585;&#1583;&#1588;&#1607;</font></a><font color="#FFFFFF">
</font>
<a title="&#1588;&#1575;&#1578; &#1575;&#1604;&#1575;&#1605;&#1575;&#1585;&#1575;&#1578;" href="http://www.uaecem.com"><font color="#FFFFFF">&#1588;&#1575;&#1578; 
&#1575;&#1604;&#1575;&#1605;&#1575;&#1585;&#1575;&#1578;</font></a><font color="#FFFFFF"> </font> <a title="&#1588;&#1575;&#1578;" href="http://www.chatqa.com">
<font color="#FFFFFF">
&#1588;&#1575;&#1578;</font></a></span><font color="#FFFFFF">&nbsp; </font>
<a href="http://www.3trqatar.com"><font color="#FFFFFF"><span lang="ar-sa">
&#1589;&#1608;&#1578;&#1610;&#1607;</span></font></a><font color="#FFFFFF"> </font><span lang="ar-sa">
<a href="http://chat.bnta1.com"><font color="#FFFFFF">&#1588;&#1575;&#1578; &#1603;&#1578;&#1575;&#1576;&#1610;</font></a><font color="#FFFFFF">
</font><a href="http://www.bnta1.com"><font color="#FFFFFF">&#1588;&#1575;&#1578;</font></a></span><font color="#FFFFFF">
</font><span lang="ar-sa"><a href="http://www.sau1di.com/">
<font color="#FFFFFF">&#1588;&#1575;&#1578; &#1587;&#1593;&#1608;&#1583;&#1610;</font></a><font color="#FFFFFF"> </font>
<a href="http://www.sau1di.com/"><font color="#FFFFFF">&#1588;&#1575;&#1578; &#1589;&#1608;&#1578;&#1610;</font></a></span><font color="#FFFFFF">
</font><span lang="ar-sa"><a href="http://gamezer.chatqa.com">
<font color="#FFFFFF">&#1576;&#1604;&#1610;&#1575;&#1585;&#1583;&#1608;</font></a><font color="#FFFFFF"> </font>
<a href="http://gamezer.chatqa.com"><font color="#FFFFFF">&#1602;&#1610;&#1605;&#1586;&#1585;</font></a></span></font></p>