SÍMBOLOS
DO ESTADO DE SÃO PAULO

A Bandeira Estadual
Foi
criada em 16 de julho de 1888, pelo fundador do jornal "O Rebate",
Júlio Ribeiro. Este lançou nas páginas de seu
periódico a proposta de criação da bandeira,
inicialmente com quinze listas alteradas para treze para que houvesse
melhor visualização.
Sua
adoção como símbolo tomou força às
vésperas do Movimento Constitucionalista de 32, porém,
durante o Estado Novo, Getúlio Vargas suspendeu o uso de
símbolos nacionais, incluindo a bandeira paulista, a qual
havia sido concebida para ser a bandeira brasileira, com a Proclamação
da República os paulistas incorporaram-na para si. A partir
de 1934 a bandeira ganhou força com o poema de Guilherme
de Almeida intitulado "Nossa Bandeira" cujo poema é
a letra do hino do estado.
Simbolicamente,
a bandeira representa a gênese do povo brasileiro, as três
raças: branca, preta ou negra e vermelha. Quatro estrelas
a rodear um globo, visualizando o perfil geográfico do país
representando o Cruzeiro do Sul indicando nossa latitude astral.
Existe
outro significado para os símbolos da bandeira:
Faixas
pretas e brancas - "noite e dia"
Faixa
vermelha - o sangue do povo a verter
Mapa
do Brasil - círculo e silhueta; o povo paulista em defesa
do país
Quatro
estrelas - representa os pontos cardeais
O Brasão de Armas
Com a Revolução Constitucionalista de 1932, o governador
Pedro Toledo assinou o Decreto n. 5.656 instituindo o Brasão
de Armas.
Ficou
ao encargo do pintor Wasth Rodrigues a criação do
Brasão, este foi o símbolo da campanha "Ouro
para o Bem do Brasil". Este símbolo foi utilizado até
1937, época do Estado Novo, quando foi substituído
por outros símbolos nacionais.
O
brasão inicial voltou a sua função simbólica
com a redemocratização e a promulgação
da Constituição de 1946.
Coube
ao escultor Luiz Morrone a criação da versão
escultória do brasão com a seguinte simbologia e representação:
Heráldica
- escudo português vermelho e uma espada com o punho para
baixo assentada sob um ramo de louro (direita) e um ramo de carvalho
(esquerda) a lâmina da espada separa as letras "SP"
grafadas em prata.
Timbre
- uma estrela de cinco pontas de prata.
Suportes
- dois ramos de café frutificados com suas hastes se cruzando
abaixo.
Divisa
- lema do estado gravado em prata sobre faixa escrita em latim "Pro
Brasilia Fiant Eximia", que quer dizer: pelo Brasil façam-se
grandes coisas.
Hino
Como
já descrito neste texto, a letra do hino do Estado de São
Paulo surgiu em 1934 com o poeta Guilherme de Almeida, intitulado
"Nossa Bandeira" ou "Hino dos Bandeirantes",
tendo sido instituído pela Lei n. 337, de 10 de julho de
1974.
Paulista, pára um só instante
Dos teus quatro séculos ante
A tua terra sem fronteiras,
O teu São Paulo das "bandeiras"!
Deixa
atrás o presente:
Olha
o passado à frente!
Vem
com Martim Afonso a São Vicente!
Galga
a Serra do Mar! Além, lá no alto,
Bartira sonha sossegadamente
Na sua rede virgem do Planalto.
Espreita-a entre a folhagem de esmeralda;
Beija-lhe a Cruz de Estrelas da grinalda!
Agora, escuta! Aí vem, moendo o cascalho,
Botas-de-nove-léguas, João Ramalho.
Serra-acima, dos baixos da restinga,
Vem subindo a roupeta
De Nóbrega e de Anchieta.
Contempla
os Campos de Piratininga!
Este
é o Colégio. Adiante está o sertão.
Vai! Segue a entrada! Enfrenta!
Avança! Investe!
Norte
- Sul - Este - Oeste,
Em
"bandeira" ou "monção",
Doma os índios bravios.
Rompe
a selva, abre minas, vara rios;
No
leito da jazida
Acorda a pedraria adormecida;
Retorce os braços rijos
E tira o ouro dos seus esconderijos!
Bateia,
escorre a ganga,
Lavra,
planta, povoa.
Depois volta à garoa!
E
adivinha através dessa cortina,
Na
tardinha enfeitada de miçanga,
A
sagrada Colina
Ao
Grito do Ipiranga!
Entreabre agora os véus!
Do cafezal, Senhor dos Horizontes,
Verás fluir por plainos, vales, montes,
Usinas, gares, silos, cais, arranha-céus!
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